Alto Vale
Foto: Divulgação/Gaeco

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Uma operação que apura possíveis fraudes na lista de espera do SUS foi deflagrada nesta terça-feira (30) pela Procuradoria Regional Eleitoral com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Ao todo foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão em diversos locais do Alto Vale, incluindo a Prefeitura de Rio do Sul, Hospital Regional e até o gabinete do deputado estadual Milton Hobus em Florianópolis.

Repartições públicas, clínicas médicas particulares, residências e até mesmo a Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí foram alvo da operação que fez a apreensão de diversos documentos.  Deferidas pela Justiça Eleitoral, as ordens judiciais foram cumpridas em quatro municícios: Rio do Sul, Florianópolis, Aurora e Curitiba.

De acordo com o Gaeco, as medidas cautelares visam auxiliar na apuração de suposta fraude na lista de espera por procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e supostos crimes eleitorais cometidos durante as eleições de 2018. Entre os alvos da investigação estão servidores públicos e agentes políticos.  O Grupo declarou ainda que mais detalhes não serão repassados para não atrapalhar as investigações.

O que dizem os envolvidos?

Milton Hobus: O deputado Milton Hobus (PSD) afirmou em nota que foi surpreendido na manhã de hoje com uma operação do Gaeco em seu gabinete na Assembleia Legislativa.  Até o presente momento o parlamentar não foi informado sobre os motivos da investigação, apenas de que trata-se de uma questão eleitoral.

Ele informou que assim que tiver acesso aos autos, prestará todas as informações para que os fatos sejam completamente esclarecidos. O deputado disse ainda que tem certeza que as investigações mostrarão a verdade e reafirmou seu respeito às instituições e a sua permanente disposição de colaborar com as autoridades.

Prefeitura de Rio do Sul: A prefeitura de Rio do Sul por meio de nota confirmou que os agentes do Gaeco estiveram em estruturas da prefeitura de Rio do Sul.  Disse ainda que trata-se um processo sigiloso, em ação que tramita no Tribunal Regional Eleitoral em relação a fatos ocorridos em 2018. A Prefeitura de Rio do Sul esclareceu ainda que não é alvo da investigação e que toda a administração está a disposição e contribuirá com informações necessárias quando solicitadas.

Hospital Regional: A Fundação de Saúde do Alto Vale do Itajaí (Fusavi) que administra o Hospital Regional informou em nota que como o HRAV é uma entidade filantrópica e pessoa jurídica de direito privado  que presta  de serviços de saúde também para o SUS, foi procurado pelos agentes, que buscaram documentos de serviços prestados para usuários do SUS. Por se tratar de um processo da Justiça Eleitoral, e porque o HRAV reiteradamente deixa pública a inexistência de influencia política em sua administração, esclarece que não é alvo da investigação, e que está colaborando com as autoridades.

Amavi: A Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi) informou através de sua assessoria de imprensa que os agentes estiveram na entidade onde apreenderam documentos do Consórcio de Saúde, principalmente no que se refere a clínicas cadastradas como prestadoras de serviços, mas que não é citada na investigação.