Alto Vale

O Recanto Luiz Bertoli, que acomoda atualmente 108 idosos em Rio do Oeste, precisa ser ampliado. Para isso, a equipe do asilo que é administrado pelo Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada busca parcerias. Na última terça-feira (18) a assistente social e a engenheira voluntária do asilo se reuniram com o Núcleo de Arquitetos da Associação Empresarial de Rio do Sul (ACIRS).

O objetivo do encontro foi solicitar ao núcleo suporte em um projeto arquitetônico para o abrigo, que pretende ampliar o espaço e fornecer mais conforto. “O projeto é necessário para dar o segundo passo, que é captar recursos para fazer a ampliação necessária”, explica a assistente social do instituto, Fabiana Gonçalves.

Segundo Fabiana, o projeto irá facilitar as atividades desenvolvidas no asilo e melhorar a qualidade de vida dos idosos. “Hoje, o recanto possui 108 idosos e mais 64 funcionários, ou seja, são muitas pessoas que se acomodam em um mesmo ambiente. O local atende a demanda, mas se multiplicar os idosos pelo número de familiares que visitam, os ambientes ficam apertados. “Quando recebemos visitas de coral ou realizamos jogos temos de montar e desmontar os ambientes. Então, queremos ambientes fixos e definidos”, relata.

Além disso, o asilo no bairro Jardim das Hortênsias usado pelos idosos é um antigo hospital, o que não dá uma cara de lar ao espaço. “Tem idosos cadeirantes, mas tem também aqueles que andam, que estão lúcidos, então seria importante melhorar os espaços para dar qualidade de vida a todos”, observa Fabiana.

A engenheira conta que o asilo tem ambiente de convívio, mas a recepção para visitantes, sala de atividades, de televisão e ambiente de descanso, ficam misturados. “Quem quer assistir televisão não consegue, porque do lado tem gente conversando e fazendo outras atividades. Queremos separar e proporcionar mais conforto”, acrescenta Dorilene Bagoo Kempner, engenheira voluntária do asilo.

ACIRS vai visitar o asilo

Na reunião de terça-feira (18) entre os funcionários do recanto e a ACIRS, ficou decidido que a associação irá fornecer assessoria técnica. O próximo passo agora é visitar o instituto. “Ficou designado uma comissão do núcleo para tratar sobre o assunto. O projeto arquitetônico será fornecido, porém, temos que visitar o asilo e fazer uma avaliação. Vamos agendar uma reunião e ir até o local para obter mais informações”, conta a coordenadora do Núcleo de Arquitetura, Carolina Kuhl.

Para captar recursos é preciso ter o projeto concluído. Dorilene acredita que será possível, através de parcerias, conseguir o suporte financeiro necessário. “É um projeto que trabalhamos a médio e longo prazo, mas o ponto de partida é o projeto. Não temos como buscar recursos sem ter o projeto. Hoje temos todas as áreas definidas, executadas, porém com esse projeto se busca dar uma característica melhor de fachada, uma identidade melhor para a entidade. Por isso, penso que não vai ser difícil conseguir esses recursos”.

Suellen Venturini