Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

A implantação do Parque de Resíduos Sólidos para atender a demanda do lixo gerado nos 28 municípios do Alto Vale será o tema de uma discussão entre prefeitos da região na próxima quinta-feira (7) durante a abertura da 26ª Expofeira Nacional da Cebola. No encontro, as autoridades, além de prestigiar a festa, deverão debater uma possibilidade de investimento para a execução do centro.

De acordo com o presidente da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), prefeito de Agrolândia, José Constante, a Assembleia de quinta-feira será muito importante no que diz respeito ao futuro do lixo na região. “Estaremos deliberando, nesse dia, sobre o destino do Centro de processamento de resíduos sólidos, porque temos um elevado custo para coletar, transportar e dar o destino final ao lixo dos 28 municípios do Alto Vale do Itajaí”, comenta.

O assunto é uma discussão antiga entre os municípios, uma vez que a implantação demandaria um alto investimento. Constante explica que a área onde seria implantado o Parque já foi adquirida há quase oito anos e fica em Trombudo Central.

“Já temos uma área bem centralizada, localizada, adquirida em 2014 e sabemos também do elevado investimento para fazer naquela área. Nosso objetivo é evitar que os cofres públicos tenham que dispensar recursos para esse investimento. Onde nasceu a sugestão de uma parceria público-privada, onde as empresas, parceiros, dentro da legalidade, irão aportar recursos, fazer investimentos e nós conseguiremos dar o destino para os resíduos sólidos aqui no Alto Vale do Itajaí reduzindo o custo da coleta, transporte e destino final, levando em consideração a questão ambiental, social, financeira”, esclarece.

Segundo o presidente da Amavi, uma empresa já teria apresentado interesse em fazer um estudo para implantação e essa parceria também será discutida. “Já tivemos uma empresa que nos apresentou uma proposta, o IPGC, instituto que faz estudo de viabilidade econômica sem custos para o município ou Amavi. Estaremos levando essa proposta para ser discutida e deliberada, para darmos continuidade a essa forma de parceria público-privada”, afirma.

Para o Alto Vale, a implantação do Parque seria uma das formas de economizar com a destinação de resíduos sólidos, que atualmente possui um alto custo para todas as cidades.

“Nós queremos reduzir custos aos cofres públicos e dar destino correto dentro de uma visão ecologicamente correta aos nossos resíduos sólidos da região, como já acontece em outros consórcios no Brasil. Tenho certeza que estamos no caminho certo, teremos sim a aprovação dos 28 prefeitos e prefeitas do Alto Vale para dar o destino correto ao lixo sem altos custos aos munícipes e aos cofres públicos”, avalia.

Perguntado sobre a previsão para implantação caso a parceria seja aprovada, José Constante afirma que o tempo estimado seria de dois anos. “Após a aprovação para a Modalidade da Parceria Pública Privada iremos avaliar o Estudo de Viabilidade Econômica e adotar as medidas legais da Escolha das Empresas à Parceria Pública Privada, para investir e operar. O tempo estimado final é de até dois anos”, completa.