Esporte
Foto: Divulgação

Reunir os amantes do pedal e apreciar as belezas naturais no interior de Ibirama, foi um dos objetivos da Associação de Ciclismo do Vale (Acivan), que realizou no último domingo (10), o Desafio e Cicloturismo Acivan HW. A prova como o próprio nome já diz teve dois percursos, um de 22 quilômetros e o outro de 45. Um evento não competitivo, onde o foco principal é o atleta, a superação pessoal de cada ciclista.

Segundo um dos organizadores, Muriel Lohn, a prova superou as expectativas, já que nesta edição teve dois percursos bem desafiadores.

“Realizamos esse evento anualmente aqui em Ibirama e nesta edição, optamos em oferecer trajetos que fazem jus ao nome. O desafio com 45 quilômetros, foi de nível difícil e bem técnico, já o cicloturismo teve apenas 22, onde muitas pessoas se inscreveram para “turistar”, admirar as paisagens e é claro registrar algumas fotos. Ao todo, foram 132 participantes, de toda a região do Alto Vale e até de fora. Com esse resultado bem significativo, temos a certeza de que estamos no caminho certo e no ano que vem, sem dúvida, a prova será mais um sucesso e promete muitas emoções”, frisou.

FOTO: STÉPHANI MONDINI SCHMIDT

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Muriel ainda destaca que o evento visa fomentar a prática do ciclismo na região.

“Nosso foco é a saúde, onde todos possam pedalar, se divertir, rever os amigos. A prova não é de espírito competitivo, é um pedal onde cada um desafia os seus próprios limites, não tem tempo para chegar e nem pódio. Cada ciclista completou o trajeto no seu tempo, uns finalizaram em duas horas, outros em quatro, uns paravam para descansar, o importante mesmo, é aproveitar cada detalhe do interior”, destacou.

Segundo o corretor de imóveis e também engenheiro civil, Djonas Roberto Matias, a preparação para participar desta prova foi intensa.

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“Uma semana antes da prova em Ibirama, eu e meu pai percorremos os 168 quilômetros de Aurora até Penha, durante quase sete horas. Foi um momento muito especial entre nós dois e uma experiência única, pois cada trajeto é diferente do outro, com paisagens, percursos, dificuldades e até alguns imprevistos com a bike, mas vida de aventureiro é assim mesmo, e uma coisa é certa, dinheiro nenhum no mundo, é capaz de pagar a liberdade que temos de ir e vir sobre duas rodas”, frisou

O ciclista e o pai, competiram no mesmo percurso, desafio de 45 quilômetros e segundo Djonas, a prova foi bem desafiadora.

“Ao todo foram 47,5 quilômetros com 1.342 de ganho de elevação, onde completamos a prova à cerca de três horas. Como eu estava cansado com o pedal no litoral, percorri o trajeto mais de boa, não me forcei para completar a prova. Já o pai estava ainda mais tranquilo, ele já tem uma certa facilidade com trajetos íngremes, mas também chegou a comentar que foi um dos pedais mais pesados que fez, após ir até a Madre Paulina. O percurso realmente foi um desafio pessoal, onde você supera seus próprios limites, não tem tempo para chegar, pontuação ou muito menos troféus e medalhas de participação. Além de se desafiar, você ainda pode desbravar e admirar as inúmeras paisagens, como cachoeiras, rios, vales, pontos altos, que muitas vezes desconhecemos, por estar focados em lugares foras da nossa região. Super recomendo, mal posso esperar a próxima edição e certamente, o pedal entre nós não para por aqui. Pegue a sua bike e venha pedalar com a gente”, finalizou.

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Jéssica Sens