Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correia/DAV

As internações na UTI Covid do Hospital Regional Alto Vale (HRAV) de Rio do Sul nas duas últimas semanas foram de pacientes não imunizados. Os dados foram divulgados pelo diretor-técnico da instituição, o médico Marcelo Vier Gambetta. Através de um vídeo publicado nas redes sociais, ele afirma que mesmo com comorbidades e pertencendo à faixa etária já contemplada no calendário de imunização os pacientes teriam se recusado a receber o imunizante, ou deixado de tomar a segunda dose.

Desde março de 2020, o país enfrenta muitas dificuldades em relação à doença. Faltam leitos de UTI e o vírus já ceifou a vida de milhares de pessoas. Em meio a todo o caos, o tempo foi passando e finalmente os imunizantes começaram a ser distribuídos. Mesmo assim, Santa Catarina continuou em situação gravíssima e algumas pessoas, por medo ou outros motivos não tomaram a vacina, uma decisão que compromete a saúde de todos.

“Nossas últimas admissões, das duas últimas semanas, todas foram de pacientes que mesmo tendo fatores de risco ou pertencendo a faixa etária que deveriam estar vacinados, recusaram a vacina. É uma preocupação nossa em relação à população, tanto pela recusa quanto a não realização da segunda dose”, comenta.

O médico explica que receber as doses do imunizante não garante que a pessoa fique totalmente imune à doença, mas previne para que a pessoa não desenvolva a forma mais grave. “A vacina não impede o indivíduo de pegar a doença, assim como a gente observa a vacina da gripe, mas ela faz com que as pessoas peguem a doença na sua forma mais leve. As vacinas reduzem as taxas de hospitalização, reduzem a mortalidade. Apesar da melhora dos números e obviamente a gente fica feliz e comemora essa redução, a pandemia ainda não está sob controle. A gente observa em várias partes do mundo os números aumentando, a mortalidade aumentando, variantes surgindo, como a Delta e que tem preocupado as autoridades sanitárias”, pontuou.

O alerta de Gambetta é no sentido de prevenção para que as pessoas tomem a vacina quando tiverem oportunidade e para que continuem seguindo as recomendações das autoridades de saúde. “Os cuidados persistem. Precisamos continuar usando máscara, higienizando as mãos, evitando aglomerações, mantendo o distanciamento, todas aquelas medidas que são orientadas desde o início da pandemia”, completa.