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Helena Marquardt/DAV

O piloto de Ibirama, Vanderlei Pinho, já está se preparando para participar do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade – Superbike Brasil que inicia no dia 28 deste mês com a primeira etapa no autódromo de Interlagos. Mesmo sendo considerado estreante, ele diz que encara o novo desafio com expectativas positivas.

Aos 36 anos ele lembra que sempre foi apaixonado por motocicletas, mas adquiriu a primeira moto de alta cilindrada em 2009. O sonho de pilotar profissionalmente veio somente depois de um período longe das duas rodas. “Eu andei de moto até 2016 e tive várias experiências boas, mas algumas ruins como presenciar a morte de amigos, então isso fez com que eu tivesse mais consciência e refletisse sobre o que eu estaria fazendo e que as BRs não eram o lugar adequado para poder pilotar uma moto de alta cilindrada então desisti e abandonei”, recorda.

Depois de algum período sem pilotar em 2020 Vanderlei resolveu voltar ao esporte, dessa vez no lugar que ele considerava mais adequado que são os autódromos. “E foi assim que começou a paixão de pilotar num circuito fechado, de melhorar tempo, de ter a certeza de estar no lugar certo com toda a organização e planejamento necessários”, comenta.

No ano passado ele disputou a primeira competição oficial, mas é em 2021 que ele aposta todas as suas fichas participando do Campeonato Brasileiro. Ao todo serão seis etapas em interlagos, uma em Goiânia, uma em Curitiba e uma em Minas Gerais. A última acontece novamente em Interlagos.

O piloto ibiramense garante que estreia no Brasileiro com muita expectativa. “No Superbike Brasil você encontra os melhores pilotos do Brasil e da América Latina e quero representar bem a minha cidade e a minha região. Fiz a pré-temporada em Interlagos e sem muita expectativa de pódio consegui o quarto lugar na categoria geral e o segundo lugar na minha categoria, o que para quem me acompanha é um indicativo de que sou um forte candidato a brigar pelo campeonato. Mas com o pé no chão pretendo estar mentalmente equilibrado para que as consequências positivas venham naturalmente”, espera.

Para se preparar para a competição ele diz que tem intensificado os treinamentos, o que é um desafio em virtude da pandemia. “É preciso trabalhar tanto o equilíbrio físico quanto o mental para estar em cima da moto. Também é preciso ter uma equipe e equipamento bom. Nesse ano temos ainda um desafio a mais já que só podemos correr em autódromos e em época de pandemia o ritmo é totalmente diferente, então intensificamos o pedal, a academia e no geral mais a preparação física do que com a moto mesmo”, finaliza.