Alto Vale
Foto: Divulgação/PM Ambiental de Rio do Sul

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

A Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina e de mais 16 Estados em parceria com o Ministério Público segue realizando até essa sexta-feira (24) uma operação para fiscalizar e combater os desmatamentos no bioma da Mata Atlântica. No Alto Vale o trabalho acontece em vários pontos da região e já identificou 10 alertas e constatou que quase 234 mil m² foram desmatados.

A operação que iniciou no dia 21 está focada no atendimento de alertas de desmatamento da Mata Atlântica emitidos pelos policiais militares ambientais que são técnicos em geoinformação. Para garantir a fiscalização em todas as áreas, estão sendo utilizados drones e tecnologia de georreferenciamento. O comandante da PM Ambiental de Rio do Sul, Charles de Souza, explica que cada vez mais a corporação tem contado com o auxílio de diversas tecnologias para fazer a fiscalização.

Ele explica ainda que a operação foi dividida em duas etapas. “Inicialmente em fase planejamento foram utilizadas imagens via satélite e informações de alertas de desmatamento na plataforma Mapbiomas que permitem rapidez e eficácia no monitoramento em tempo real. Num segundo momento, já em campo, com a utilização de drones pudemos realizar o levantamento aerofotogramétrico e posteriormente o processamento de imagens, resultando assim em informações precisas sobre esses crimes ambientais”, revela.

Ao todo foram emitidos 162 alertas em Santa Catarina, totalizando uma área de aproximadamente, 642 hectares, o equivalente a 899 campos de futebol. Nessa operação foi possível identificar ainda um aumento no número de alertas em relação aos anos anteriores, pois os sistemas de monitoramento de desmatamento estão sendo aperfeiçoados e utilizam até mesmo constelações de nano satélites.

De acordo com a PM Ambiental, a estimativa de autuações para os atendimentos destes alertas, somente em Santa Catarina, ultrapassa R$ 1 milhão. Algumas das árvores cortadas e que acabaram apreendidas eram de araucária, árvore que consta na lista de espécies ameaçadas de extinção.  O resultado final da operação será divulgado quando ela for concluída.

O comandante Souza afirma ainda que operações como essa são fundamentais para a proteção ambiental. “Essa proteção do meio ambiente traz benefício do próprio ambiente e por consequência dos seres humanos. Conservando nossa natureza estaremos garantindo recursos naturais como a água para as presentes e futuras gerações e para isso nós da Polícia Militar Ambiental também contamos com o auxílio da comunidade. A orientação é sempre procurar informações junto aos órgãos ambientais antes de promover a supressão de vegetação nativa”, finaliza.