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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Intitulada como Operação Resguardo e coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi/MJSP), a Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a maior ação de combate a crimes de violência contra a mulher do Brasil. A Operação ocorreu nesta segunda-feira (8), nos 26 estados e no Distrito Federal. Em Rio do Sul, como não há mandados de prisão ou busca e apreensão pendentes, a Polícia Civil apenas fiscalizou o cumprimento das medidas protetivas.

A ação já teve início no primeiro dia do ano e desde lá, a Polícia Civil de Santa Catarina já realizou quase seis mil atendimentos, 2.881 procedimentos policiais e fez 300 prisões e apreensões. Também cumpriu 1.624 mandados, a grande maioria de medidas protetivas (1.520), além de buscas e prisões em todo o estado.

Já em Rio do Sul, a média de registros de inquéritos por ano é de aproximadamente 1400. Somente em 2021 quase 70 já foram instaurados para investigar casos de violência contra mulher e felizmente ainda não foram registrados casos de feminicídio, que seriam prioridade na Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) do município.

Segundo o delegado da Dpcami, Luis Ricardo Erckmann, a Operação Resguardo é muito importante e embora não haja pendências no cumprimento de mandados na cidade, outras regiões com número maior de pessoas têm a necessidade de intensificar tais ações.
“Aqui em Rio do Sul não teve nenhum porque os mandados de prisão são cumpridos no mesmo dia e os de busca também. A delegacia da Mulher em Rio do Sul nesse ponto está bem articulada para cumprir imediatamente os mandados. Então não há pendências. A Operação ocorre no estado inteiro, evidentemente como existem cidades muito maiores, com muito mais gente vai haver mais mandados, mais buscas, casos graves e deve haver maiores números de operações, mas Rio do Sul está bem tranquilo”, comenta.

Ele conta ainda que em razão da pandemia, as fiscalizações de medidas protetivas foram cumpridas por telefone nesta segunda-feira. “Por enquanto não tem nenhum caso de grande envergadura que justificaria uma prisão, nenhum caso grande, aí ficaram só as medidas protetivas que são deferidas e que precisam ser fiscalizadas. Contatamos mais de 20 mulheres para saber se estava tudo certo, se o ex-companheiro ou a pessoa do sexo masculino está descumprindo, porque nesse caso um novo Boletim de Ocorrência pode ser feito e a partir disso é feito um novo inquérito, mas algumas mulheres não fazem e a gente faz a fiscalização para ver se está tudo certo”, finaliza.