Alto Vale, polícia
Foto Divulgação

Rafaela Correa/DAV

A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) fará passagem de comando na próxima semana. No dia 15 de janeiro o indicado para assumir o posto é o coronel Marcelo Egídio Costa, que já fez parte do 13º Batalhão de Polícia Militar. Em entrevista ao DAV, ele agradece a indicação do coronel Dionei Tonet, relembra momentos marcantes de sua carreira em Rio do Sul e fala de planos para atuação. A passagem de cargo será transmitida através da internet a fim de respeitar as regras sanitárias de prevenção à covid-19.

O coronel Marcelo trabalhou por quase seis anos no município de Rio do Sul, mas sua experiência vai além desse período. Após 20 anos atuando em diversas áreas ligadas ao trânsito, foi comunicado sobre a passagem do comando que estava com o coronel José Evaldo Hoffmann Júnior. “Estava trabalhando no Grupo Especial de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), junto ao Ministério Público, do Gaeco fui promovido a coronel e agora recebi esse convite. O principal motivo da minha escolha é a questão do meu currículo, a minha ligação com atividades de trânsito, sou pós-graduado em gestão e segurança do trânsito, quase 20 anos ligados às atividades de trânsito na corporação e também pela confiança que o comando geral tem na minha pessoa. Para mim é um prêmio, graças à confiança do nosso comandante geral Dionei Tonet, a quem devo essa indicação e essa relação profissional construída desde Rio do Sul. O meu comando da Rodoviária tem muita ligação com a cidade. Tenho muito carinho pela cidade, pelas pessoas que me acolheram muito bem, por tudo o que vivi, onde me casei, formei família, fiz grandes amigos”, conta.

Questionado sobre os planos para o comando, ele destaca que o trabalho realizado pelos policiais militares rodoviários já é reconhecido e fala sobre a importância de manter boas condições de trabalho para que possam atuar de forma ainda mais eficaz no dia a dia. “A Polícia Militar Rodoviária é uma instituição já reconhecida no estado, presente nas rodovias estaduais e o trabalho é sempre priorizar a proteção, a vida das pessoas, estudando acidentes, tentando minimizar riscos, aumentando a fiscalização sobre condutores embriagados e condutores que não têm condições de dirigir veículos. O apoio é incansável aos nossos policiais militares, dar a eles condições de trabalho, de executar sua missão com afinco no dia a dia das nossas rodovias, implementar e trazer a inteligência policial para atividade da Polícia Rodoviária, por onde trafega a criminalidade do nosso estado, a exemplo do que a Polícia Rodoviária Federal vem fazendo, investimento em tecnologia como a Polícia Militar já faz em Santa Catarina e alinhamento completo ao comando geral da corporação e principalmente na questão de logística, manter os nossos comandados de equipamentos, viaturas e local de trabalho adequado”, esclarece.

Em entrevista ao DAV ele falou também sobre sua passagem pelo município de Rio do Sul, quando teve a oportunidade de participar ativamente do início da ativação do 13º Batalhão da Polícia Militar. “Eu sou natural de Florianópolis, quando me formei em 1994 fui designado para trabalhar em Rio do Sul e trabalhei no mnicípio no início da ativação do comando do 13º Batalhão, quando então era comandante o coronel Wieland Krieck e comecei a trabalhar com o primeiro-tenente Dionísio Tonet e o segundo-tenente Dionei Tonet, com quem acabei criando uma grande relação profissional e uma grande amizade. Já em Rio do Sul trabalhei por cerca de cinco anos, de dezembro de 1994 até janeiro de 2000 e fui o responsável pelo setor de trânsito”, comenta.

Coronel Marcelo Egídio Costa fala ainda sobre sua história no Alto Vale e lembra alguns momentos marcantes. “Trabalhei naquele acidente que vitimou 38 pessoas vindas da Argentina na Serra da Santa. Em razão de Rio do Sul ser o polo hospitalar da região, o Batalhão ser o que abrange Pouso Redondo e região, participei ativamente daquela ocorrência trágica, onde acompanhei o sofrimento das famílias tentando ajudá-los, tentando reestabelecer o mínimo de dignidade para aquelas pessoas. Esse foi um evento que me marcou muito, assim como as enchentes da região também e toda a luta”, finaliza.