Alto Vale
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Servidores da segurança pública realizaram no início dessa semana, mobilização em todo o país em frente a cada uma de suas unidades de trabalho. No Alto Vale, policiais de diversos municípios participaram da manifestação promovida pela União dos Policiais do Brasil (UPB), com objetivo de chamar a atenção para retrocessos que a categoria estaria sofrendo com aprovações recentes que atingem a Polícia Civil. O movimento pacífico durou cerca de uma hora, não houve interrupção nos trabalhos e contou com a participação de mais de 650 policiais civis de 70 delegacias de polícia civil, entre eles, Trombudo Central, Pouso Redondo, Agrolândia, Braço do Trombudo e Ituporanga. Na regional de Rio do Sul, 20 servidores participaram.

De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina, o Sinpol-SC, os retrocessos para a classe teriam iniciado na Reforma da Previdência, seguido por criação de leis e PEC Emergencial que implicam em congelamento salarial por mais de uma década e a vedação a concessão de direitos legítimos dos policiais. Tais medidas, se forem implementadas, podem implicar em risco para a independência da atuação dos profissionais, que não suportam mais a situação vivida. “Conforme a situação do estado, as forças policiais poderão ficar até 15 anos sem ajustes salariais e em Santa Catarina, por exemplo, estamos aproximadamente oito anos sem qualquer tipo de reajuste. É uma situação que pode ser insustentável para as forças policiais. Já faz um ano que as forças de segurança pública estão trabalhando no combate à pandemia e pelo menos um terço dos policiais já foram contaminados pela covid e em nenhum momento deixamos de atuar na nossa missão constitucional que é dar segurança para a população e enfrentar essa pandemia de frente. Essa mobilização é para a sociedade entender que nós também somos essenciais nesse combate e que também estamos em perigo. Vivemos angústias e desejos como qualquer cidadão”, justifica o agente de polícia, Ruan Marcos Cipriani.

O presidente do Sinpol, Elmar Schmitt Osório, relata também que os policiais estão trabalhando na linha de frente desde o início da pandemia da covid-19 e muitos deles adoeceram e faleceram por causa do trabalho. “A Policia Civil é considerada essencial no combate ao crime e até mesmo no enfrentamento à covid-19, combatendo aglomerações e mantendo as delegacias abertas com todas as atividades funcionando, pois, os criminosos não fazem quarentena. Mesmo assim, a instituição não teve nenhum tipo de reconhecimento, ao contrário disso, fomos duramente atacados com a retirada de direitos e garantias constitucionais”, destaca o Presidente da entidade.

Ele afirma ainda que os policiais civis atuam em diversas frentes no combate ao covid-19, e que apesar disso não estaria na lista de prioridade de vacinação. “Uma das últimas prioridades do Estado, inclusive, estamos depois dos presos. O que não tem sentido. Queremos que seja revista essa escala. É preciso que imunizem os policiais imediatamente para que possamos atuar em defesa da Segurança Pública da população”, finaliza.