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Mais uma vez, a ponte Viriato Alves Garcia, que liga o Centro de Rio do Sul ao bairro Canoas, foi interditada para uma manutenção de emergência. Na quarta-feira (23), algumas tábuas foram trocadas pela manhã e a ponte foi liberada no mesmo dia. Porém, as reclamações de quem precisa passar pelo local todos os dias são recorrentes, por isso a Administração Municipal está estudando uma solução permanente para o problema.

No mês passado, a motociclista Bruna Barbosa Machado se descontrolou na travessia da ponte e caiu no rio por conta de um vão na estrutura. Por sorte, Juliano Proença Maia, um motociclista que presenciou o acidente, se atirou na água e a salvou. “O tablado de madeira, como ele não sofreu manutenção nos últimos anos, ele deteriorou quase que completamente. A gente está terminando de fazer o levantamento, mas se fosse para trocar só o tablado dela, considerando que para fazer o tablado daqueles primeiros 15 metros foram R$ 16 mil, seriam R$ 100 mil aproximadamente só para a parte de cima”, explica o secretário de Infraestrutura, Fábio Alexandrini.

De acordo com o secretário, a ponte está sendo monitorada desde o início do ano, e passou por uma primeira inspeção em fevereiro. “No mês de março nós fizemos uma nova inspeção e determinamos uma manutenção de emergência. Depois disso, nós estamos monitorando ela sempre, e estamos trabalhando em conjunto com a empresa que foi responsável pelo projeto original para encontrar uma solução técnica para um novo material alternativo que não seja a madeira”, explica Alexandrini.

Uma das alternativas estudadas pela Prefeitura é a troca da madeira por chapas expandidas, que têm capacidade para 10 toneladas de carga. Segundo o secretário, o material é mais caro que a madeira, mas esta é uma das soluções mais viáveis no momento. “Ele é mais caro que a madeira, mas enquanto a madeira aguenta 10 anos no máximo, isso aqui eu estou falando para 30 anos. Então, o custo-benefício é melhor, porque você tem mais segurança”, afirma.

Alexandrini ressalta que um projeto para a ponte está sendo feito, e pelo menos três materiais serão avaliados neste processo. Feito isso, o próximo passo será buscar os recursos no Ministério da Integração, já que o valor total da obra deve passar dos R$ 200 mil, isso sem contar com a mão de obra necessária para a aplicação. “Depende de ter o projeto, aí nós queremos ver se licitamos ainda esse ano, para executar com o orçamento em 2018”, declara o secretário.

Carolina Ignaczuk