Política
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Helena Marquardt

 

No último ano de seu primeiro mandato, o prefeito de Witmarsum César Panini (PSD), disse em entrevista ao Jornal Diário do Alto que apesar de todas as dificuldades à frente do Executivo como a falta de recursos, deve concorrer à reeleição já que pesquisas apontaram que a aprovação de seu governo é superior a 80%.

 

Ele conta que antes de ser prefeito, já havia sido vereador e acredita que estava preparado para comandar o município e fazer mudanças que segundo ele eram necessárias como o corte de gastos com a terceirização de serviço. Mesmo sem ter dinheiro para fazer grandes obras, César afirma que o principal diferencial de seu mandato foi realmente atender bem a comunidade.

“A gente sempre percebeu os prefeitos muito empenhados em obras grandes, mas deixando a população de lado nos atendimentos, mas quem gera renda e receita para a economia do município é a população então fizemos um trabalho muito direcionado ao cidadão”, disse.

 

Ele afirma que a prova de que essa forma de trabalho deu certo vem com o resultado de pesquisas administrativas.

“Uma dá um aval de aprovação do meu governo em 89% e a outra de 82%, então segundo as pesquisas com a população, eu tomei as medidas corretas e o balanço é muito positivo”, completou.

 

Segundo Panini o principal problema na cidade é a falta de recursos e a troca de experiência com outros prefeitos da região que já tiveram mandatos anteriores, que possibilita uma avaliação de que esse foi um dos piores períodos em relação falta de dinheiro para manter os trabalhos do Executivo.

“Um dos piores anos para a busca de recursos de uma administração municipal é esse mandato que está em exercício. As leis, os encargos sociais e cobranças vão aumentando, mas os recursos não”, afirma.

 

Para ele a probabilidade de tentar a reeleição é grande.

“Dificuldades sempre vão haver, mas acho que a gente tem de ser inteligente o suficiente para achar soluções dentro das dificuldades. Quando a coisa fica complicada a gente tem que amenizar o que dá e encontrar saídas”, opina.

 

Município esquecido

 

Questionado se não acha que seu município acaba sendo “esquecido” por ser pequeno, o prefeito afirma que a lógica é sempre essa e os políticos optam por beneficiar cidades maiores onde há mais eleitores.

“Infelizmente a votação conta muito, mas uma bandeira que eu sempre defendi é a de acabar com essas verbas dos deputados que eles podem repassar aos municípios como emenda parlamentar ou emenda impositiva. Deveria repassar o recurso proporcional a população porque assim a gente poderia fazer um planejamento. Se não vira uma troca de votos e sou contra isso e acho que não é por aí o caminho”, finaliza.