Alto Vale
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Prefeitos das três cidades mais atingidas pela enxurrada no Alto Vale do Itajaí se reuniram com o secretário nacional de proteção e defesa civil, Alexandre Lucas Alves, e com o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, colocando sobre as dificuldades de recursos para a recuperação e reconstrução depois do desastre ocorrido na semana passada. Os prefeitos de Rio do Sul, José Thomé, Presidente Getúlio, Nelson Virtuoso, e Ibirama, Adriano Poffo, apresentaram seus relatos de danos, dificuldades, e pediram menos morosidade no repasse de recursos para reconstrução dos municípios.

Estradas, pontes e outras estruturas públicas foram danificadas, assim como redes de drenagem, sem contar os danos privados causados pela enxurrada e as perdas humanas. Pelo menos 17 pessoas morreram na região e outras quatro estão desaparecidas de acordo com boletim atualizado nesta segunda-feira (21).

O prefeito de Rio do Sul, José Thomé, comentou que os governos estadual e federal não podem ser demorados em relação ao repasse para a reconstrução. “O processo de liberação de recursos precisam ser menos burocráticos para dar respostas mais efetivas para a população. Nossa comunidade da Valada São Paulo, por exemplo, não pode esperar meses para poder ter o acesso à suas casas de volta”, disse o prefeito.

O bairro Valada São Paulo foi um dos mais atingidos em Rio do Sul. Pelo menos 22 pequenas pontes, 21 de madeira e uma de concreto, foram totalmente destruídas. Estas geralmente são a única forma de chegar a residências passando sobre o ribeirão que corta o bairro. O asfalto da rua Prefeito Luis Adelar Soldatelli foi destruído em vários trechos. Cinco casas desabaram e duas pessoas morreram após serem arrastadas pela correnteza.

No sábado, o governador Carlos Moisés, sobrevoou a região junto com o presidente da república, Jair Bolsonaro, que assegurou que o Governo Federal, via Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), continuará oferecendo apoio no atendimento às vítimas e na elaboração dos planos de trabalho para mitigação dos danos.

Carlos Moisés ressaltou que o Governo do Estado segue o trabalho na região, com equipes mobilizadas. “Toda assistência e resposta a este desastre estão sendo prestadas, iniciando imediatamente após a ocorrência”. Cerca de 5 mil itens de assistência humanitária estão sendo entregues pela Defesa Civil na região.