Alto Vale
Helena Marquardt

 

O novo presidente do Sindicato das Indústrias de Madeira do Médio e Alto Vale do Itajaí (Sindimade), Ricardo Rossini, assumiu o cargo oficialmente há menos de três meses, mas tem em mente os desafios que pretende superar na sua gestão de três anos comandando a entidade que representa cerca de 700 empresas. Um melhor aproveitamento do potencial da região para reflorestamentos é um deles.

 

Até então ele presidia a Floema, braço econômico vinculado a Sindimade e que conduzia por exemplo as compras coletivas das indústrias da região e outros negócios praticados em conjunto.

 

Rossini conta que um dos focos de sua gestão será o desenvolvimento de uma programa de incentivo ao plantio, já que boa parte da madeira processada no Médio e Alto Vale é comprada em outras regiões.

“Então queremos fazer tutorais específicos mostrando onde, como, quando e de que forma fazer esse plantio para cada tipo de produto, porque hoje existe uma demanda que cresce muito a nível mundial, cerca de 6% a 8% ao ano e que oferece muitas oportunidades”, comenta.

 

Ele ressalta ainda que o reflorestamento é muito positivo do ponto de vista ambiental porque esse é um ciclo que aprisiona o carbono e gera muita riqueza. No entanto, apesar da importância econômica do setor madeireiro, o presidente avalia que é preciso superar preconceitos.

“O setor da madeira tem sim um crédito muito grande para com o Estado porque foi o propulsor de desenvolvimento, mas por conta disso ainda sofremos com a percepção de que a nossa indústria não é uma agroindústria, que é o que de fato nos tornamos já que plantamos e colhemos em 20 até 25 anos. Porém somos lembrados mais pelo viés do desmatamento.”

 

Ao falar sobre outros trabalhos que pretende desenvolver a frente do Sindimade ele explica que o sindicato já vem de uma agenda intensa do ponto de vista econômico, mas principalmente do trabalho desenvolvido junto ao Governo do Estado em relação a tributação e que essas iniciativas devem ser ampliadas.

“A gente sempre foi muito atuante e vinha buscando há algum tempo as renovações que aconteciam ano a ano, especificamente falando da madeira e depois também trabalhando junto com a redução do ICMS para todas as indústrias de Santa Catarina e nossa intenção é continuar ampliando o atendimento aos nossos associados e as novas demandas”, disse.

 

A previsão é que representantes do sindicato visitem algumas autarquias e Ministérios em Brasília em busca de melhorias para o setor.

“Existe uma intenção de se fazer isso porque há uma preocupação muito grande, que não é só do Sindimade, mas de toda a indústria catarinense, que são os riscos ou insegurança jurídica no âmbito trabalhista ou civil”, finaliza.