Alto Vale
Foto: Arquivo DAV

Helena Marquardt/DAV

A ansiedade para receber logo a vacinação contra a covid-19 pode ser também uma armadilha para muitas pessoas. É que criminosos estão se aproveitando da situação de pandemia para aplicar novos golpes onde utilizam o assunto para conseguir dados bancários dos moradores da região especialmente idosos.

O diretor do Procon de Rio do Sul, Vanderlei Waldrich, alerta que o contato é feito especialmente para telefones fixos. Os criminosos se identificam como técnicos do Ministério da Saúde ou da própria Secretaria Municipal de Saúde e alegam que estão fazendo um cadastro para a fila de espera pela imunização.

“Os malfeitores estão se aproveitando da ansiedade, da angustia da população para aplicar golpes, mas é importante esclarecer que neste momento a pessoa deve seguir única e exclusivamente as definições do Ministério da Saúde porque os municípios precisam cumprir o que a regra prevê”, esclarece.

Waldrich afirma ainda que mesmo que a pessoa esteja dentro do grupo prioritário, o contato não é feito dessa forma e as autoridades sanitárias não exigem cadastro por telefone e nem exigem dados bancários. “Temos estudos que 60,5% das pessoas que buscam o Procon são da terceira idade e os criminosos sabem exatamente qual o ponto fraco dessas pessoas. Eles ligam, principalmente no telefone fixo, se apresentam e pedem dados com o endereço, CPF, RG e até dados bancários, para que a pessoa entre na fila de espera pela vacina e alguns na inocência acabam passando”, completa.

Ele conta que golpes por telefone são comuns no Alto Vale. O tema muda, mas de modo geral o modo de operação é o mesmo. “A orientação é que não atenda ligação de pessoas estranhas, que não reconheça pelo nome ou pela voz. Que desligue e não passe nenhum dado porque nem sempre as pessoas que estão do outro lado da linha são pessoas boas”, diz.

Caso caia no golpe a orientação é procurar a Polícia Civil, mas o Procon aposta na divulgação de informações para evitar que eles aconteçam. “Os filhos devem alertar os pais, os avós para que tomem cuidado. Passar a informação de não atender a ligação de estranhos, orientar a desligar porque essa ainda é a melhor forma de prevenir. E jamais fornecer dados pessoais que podem ser utilizados para empréstimos fraudulentos ou até para outros crimes”, conclui.