Cidade, Economia
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Reportagem: Cláudia Pletsch/DAV

O aumento nos preços de alguns itens da cesta básica vem assustando os consumidores de todo o estado, já que produtos como o arroz, feijão, leite e óleo de soja tiveram um acréscimo de até 25% no valor de venda. Com os altos preços, surgiram também as dúvidas e os questionamentos que preocupam os órgãos de defesa do consumidor, já que as famílias mais carentes são as que mais sofrem quando a inflação afeta os alimentos.
Em Rio do Sul, o diretor do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Cristian Grein, diz que o órgão vem recebendo cerca de sete ligações por dia de consumidores que questionam o aumento de preços. Ele ainda conta que na última semana o Procon fiscalizou sete supermercados, e durante essa semana as fiscalizações devem continuar. “A gente vem recebendo bastante denúncias e ligações, até fizemos um levantamento dos produtos que estão sendo mais questionados que são o arroz o feijão e óleo de soja. Então na semana passada nós iniciamos as fiscalizações nos mercados onde foram solicitadas as notas fiscais de entrada do produto em março, junho e agosto e também o preço de saída, assim a gente vê se tem uma elevação do preço sem justa causa”, conta.
Cristian ainda explica que nos supermercados visitados não foi identificado um aumento de preços de forma abusiva. Segundo ele, o produto já chega com preço elevado para o comerciante. “Pelo que nós estamos verificando inicialmente não é um aumento abusivo, não é sem justa causa, o alimento já chega caro para o comerciante, então não é ele que aumentou injustificadamente. Como eu disse nós estamos recebendo as notas fiscais solicitadas para verificar se estão trabalhando com uma margem de lucro muito alta, se aproveitando da situação da pandemia mas por enquanto dos supermercados que a gente já analisou está tudo dentro da normalidade, estão trabalhando com uma margem de lucro baixa”, avalia.
Entre os fatores que contribuem para a elevação dos preços estão o aumento no consumo durante a pandemia, os baixos estoques, o aumento do dólar e as exportações, já que entre os países asiáticos, que são os maiores consumidores do arroz houve redução nas exportações, o que abriu portas para que outros países expandissem suas vendas. De janeiro a agosto desse ano o Brasil expandiu suas exportações de arroz em 73,6% comparado ao mesmo período do ano passado. Ainda com o elevado valor da moeda americana os custos de produção dos alimentos se tornaram mais altos, já que boa parte dos insumos agrícolas, industriais e até mesmo o custo de transporte que é proveniente do diesel são cotados em dólar.