Alto Vale
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Cláudia Pletsch/DAV

A expectativa para o ano de 2021 no mercado imobiliário é a melhor, isso porque mesmo com a pandemia, o setor não sofreu grande impacto, já que com o isolamento social muitas pessoas começaram a procurar um imóvel para sair do aluguel. Mas mesmo com a promessa de um bom ano, o que preocupa os corretores da região é a pouca oferta, que por outro lado pode ser vista com bons olhos para quem deseja investir em um imóvel para locação.

De acordo com o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais de Santa Catarina (Secovi), os juros baixos e as condições facilitadas para o pagamento fizeram o mercado imobiliário ter um crescimento entre 8 e 9% nas vendas, mas na região o que preocupa os corretores é a pouca oferta.

O Antônio Luiz Perini é corretor de imóveis em uma imobiliária que atua em diversas cidades do Alto Vale, ele conta que no início da pandemia a empresa sentiu uma baixa na procura por casas e apartamentos para compra, mas que a situação começou a normalizar nos últimos meses, ele explica ainda que vê o setor bastante movimentado na região. “Em 2019 tinha dado uma aquecida no mercado, veio a pandemia deu uma esfriada nos primeiros meses, mas voltou a aquecer de novo entre setembro e dezembro. A economia deu flexibilidade, os juros de captação de financiamento baixaram e então o pessoal começou a procurar outros meios para ter mais rentabilidade. A compra existe, alguém está comprando, alguém está vendendo, o setor está movimentado”, comenta.

De acordo com o presidente do Secovi Sul, Helmeson Machado, o motivo do aquecimento é porque com a pandemia as pessoas começaram a buscar mais conforto e qualidade de vida. “A pandemia trouxe novas necessidades e vontades. As pessoas ficam mais tempo em casa, seja a trabalho ou para relaxar, descontrair. Então, elas querem mais conforto e qualidade de vida, o que significa um pátio maior, churrasqueira, espaço para cachorro, para cultivar uma horta. Imóveis residenciais em áreas mais afastadas dos grandes centros também estão em alta”, avalia.

Mas Antônio alerta que apesar das oportunidades para quem quer vender ou alugar, ainda faltam ofertas principalmente de casas. “A baixa dos juros facilitaram para uma certa classe de pessoas e muitos migraram para a compra de imóveis prontos, outros migraram para a questão do terreno e construção para sair do aluguel, mas hoje um fator que está muito em alta é a procura de aluguel, tem até mais procura do que oferta. Numa escala de 10 pessoas hoje no mínimo seis procuram aluguel e a gente não consegue atender algumas pessoas pela falta de oferta na região”, avalia.

A Elisabete Borges da Silva é gerente administrativa e corretora de imóveis em uma imobiliária que atende a região e também diz que principalmente no aluguel existe mais procura do que oferta. “A gente está verificando que até está com falta de imóvel para locar. Na verdade a oferta até existe, mas no nosso caso a gente está sentindo falta de imóveis disponíveis para captar para locação”, avalia. A procura por imóveis para compra também aumentou e a corretora acredita que a pandemia tenha sim sido grande influenciadora para esse grande movimento na área. “A gente tem uma grande procura por casas, pessoas que moram em apartamentos, por exemplo, que têm filhos, que têm animal de estimação estão procurando casas para morar para ter um pouco mais de liberdade e mais espaço”, completa.

A expectativa para o ano é a melhor, Elisabete diz que 2020 não foi um ano ruim e salienta que acredita ser o melhor momento para investir.

2021 é o ano para investir em imóveis

De acordo com o Secovi Sul, 2021 é o melhor ano para investir em imóveis já que a compra para locação que eram considerados um péssimo investimento em 2019, hoje passaram a ser uma excelente opção de rentabilidade e valorização do patrimônio.

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis SC, também acredita ser um excelente momento e diz que há, inclusive, economistas que defendem a ideia de que o ano reserva um novo auge imobiliário, maior do que o registrado nos anos 2008/2013. A previsão é de que o PIB cresça em torno de 3,5%, e a inflação permaneça na casa dos 3% em 2021. O dólar ficará em torno de R$ 5,10, incentivando o agronegócio, que exporta 75% de sua produção, incrementando também o mercado imobiliário.