Economia
New cars are parked at a stock area of the Volkswagen German automaker plant in Sao Jose dos Campos near Sao Paulo January 7, 2015. Auto sales in Brazil are likely to fall for the third straight year in 2015, dealership association Fenabrave forecast on Tuesday, due to rising interest rates, weak consumer confidence and the end of long-running tax breaks. Volkswagen AG started the year by laying off 800 workers at a plant outside Sao Paulo, according to VW and union officials. Workers have responded by declaring an indefinite strike at the factory, a union representative told Reuters. REUTERS/Roosevelt Cassio (BRAZIL – Tags: BUSINESS TRANSPORT CIVIL UNREST EMPLOYMENT)FOTO: REUTERS

A produção de veículos no primeiro semestre aumentou 13,6% em relação a igual intervalo do ano passado e totalizou 1,43 milhão de unidades, o maior volume para o período desde 2014. O setor caminhava para um crescimento esperado de 13,2% neste ano, mas, com a suspensão de encomendas da Argentina e do México nas últimas semanas, a alta foi revista para 11,9%. Em números, serão cerca de 34 mil carros a menos.

“Ainda assim teremos um número que não é desprezível, de 3 milhões de unidades produzidas”, diz o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale.

O setor projetava alta de 5% nas exportações, mas agora espera repetir o resultado recorde de 2017, de 766 mil veículos. As vendas para o México caíram 54% no semestre. Para a Argentina, que vinha crescendo na casa dos dois dígitos, a alta está em 4%. O país vizinho responde por mais de 70% das vendas externas brasileiras.

 

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Em junho, as empresas conseguiram recuperar parte da produção perdida no mês anterior com a greve dos caminhoneiros, calculada entre 70 mil e 80 mil unidades. Foram fabricados 256,3 mil veículos, o melhor resultado para o mês desde 2013. Em comparação a maio e a junho de 2017, a alta foi de 21%.

Já as vendas ficaram estáveis em relação a maio, que já tinha sido um mês fraco por causa da greve, que interrompeu a entrega de peças às fábricas e de carros às lojas. Os 202 mil veículos vendidos foram 3,6% acima do volume de junho do ano passado. No ano, a soma é de 1,16 milhão de unidades, 14,4% a mais que em 2017, mas a tendência é de desaceleração nesta segunda metade do ano, fechando com alta de 11,7%, ou 2,5 milhões de unidades
“Vínhamos num ritmo bom, mas a greve dos caminhoneiros teve impacto na confiança dos consumidores e, no caso de junho, teve também a Copa”, justifica Megale.

Com a produção em alta e vendas e exportações em desaceleração, o setor encerrou o mês passado com 240,6 mil veículos em estoque, suficientes para 36 dias de vendas, ante 31 dias em maio. Megale afirma que “isso não nos preocupa porque, sazonalmente, julho e agosto são meses bons de vendas e estaremos preparados”.

Empregos. Após seis meses de alta no número de empregos, o setor encerrou junho com 131,5 mil funcionários, 890 a menos do que no mês anterior. Segundo Megale, uma das empresas associadas abriu programa de demissão voluntária (PDV) e obteve essas adesões.

O executivo ressalta que, por outro lado, os 929 funcionários que operavam com jornadas e salários reduzidos – conforme prevê o Programa Seguro-Emprego (PSE) – voltaram a trabalhar em jornada normal. Ainda há 758 trabalhadores em lay-off (com contratos suspensos).