Alto Vale
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Com objetivo de incentivar a produção de grãos no período de inverno e criar alternativa para auxiliar na alimentação animal, a Cravil vem trabalhando junto a alguns associados com lavouras de triticale. Em Rio do Campo, os associados Dijalma e Luiz Gustavo Borinelli investiram no grão e estão confiantes. “Nós temos criação de bezerro precoce, então a intenção é utilizar o grão como ração e vender também se a produção for boa”, explicou Dijalma.

De acordo com o engenheiro agrônomo, Neimar Francisco Willemann, as áreas experimentais de triticale estão mostrando mais resistência às condições climáticas da região se comparado com o trigo. “O triticale tem maior rusticidade principalmente na fase vegetativa e menos incidência de doenças nas folhas. A partir do momento que o produtor opta pela aveia, por exemplo, ele tem um custo de implantação dessa área e não faz a colheita, quando ele faz a opção do triticale ele tem como opção a colheita do material que paga os custos de produção e ainda almeja alguma coisa de rentabilidade”.

Em Trombudo Central, o associado Rubens Dahlke também investiu na cultura do triticale, implantou duas variedades a IPR 111 e a Caiapó. “A gente trabalhou aqui nessa propriedade com níveis de adubação diferentes, com redutor de crescimento, aplicação de fungicidas, para ver até onde é teto produtivo dessas cultivares”, explicou o engenheiro agrônomo Cravil Tiago Petry. Para o produtor, que tem como principal cultura a soja, o triticale é uma alternativa de cobertura de solo que cobre os custos de produção e ainda pode se tornar uma renda extra. “A gente sabe que a palhada do triticale é boa, se a lavoura pelo menos cobrir os custos de produção já vale a pena, mas a nossa esperança é de uma renda no final”, concluiu Dahlke.

As áreas de triticale são acompanhadas pela equipe técnica Cravil que está sempre em busca de alternativas para contribuir com a sustentabilidade das propriedades agrícolas. “Hoje a nossa região está se desenvolvendo no cultivo da soja de maneira significativa e o produtor precisa de uma alterativa de inverno para ajudar a reduzir os custos fixos. O produtor, muitas vezes, tem terra e maquinário parados, se o triticale tiver um bom desempenho da região, vai agregar valor a propriedade”, explicou Tiago Petry.

A colheita das lavouras dos associados Dijalma Borinelli e Rubens Dahlke deve ocorrer no final de setembro. A proposta da Cravil é comprar a produção para utilização na Fábrica de Rações e, por ventura vender a quem esteja disposto a utilizar o grão para alimentação animal. O triticale (Triticosecale wittmack) é um cereal obtido a partir do cruzamento do trigo com o centeio sendo, desta forma, um híbrido.