Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Enfrentando longas jornadas de trabalho e o risco de contaminação em nome da saúde de toda a população, profissionais de saúde de Ituporanga não se deixaram levar pelo amanhecer de sábado (5) chuvoso e agora mobilizam colegas de toda a região em frente à prefeitura do município, todos de preto, guarda-chuvas e cartazes para mobilização pedindo atitudes mais restritivas, a fim de diminuir a propagação do coronavírus.

Diante da Avaliação de Risco Potencial que atualmente classifica a maior parte das regiões como Gravíssimo para transmissão do vírus, a linha de frente da Saúde de Ituporanga convidou trabalhadores da Saúde de toda a região para apoiar a reivindicação. Embora a chuva dificulte um pouco a ação, cerca de 25 pessoas compareceram. A enfermeira Georgia Staudinger que é responsável pela Vigilância Epidemiológica afirma que a intenção é chamar a atenção das pessoas para que entendam a situação atual e que sejam mais cuidadosos. “É um manifesto pacífico, sem aglomeração, a gente está respeitando o distanciamento, todo mundo de máscara, de forma silenciosa, não é balbúrdia, ninguém batendo panela”, comenta.

Ela explica ainda que atualmente o sistema de Saúde está entrando em colapso, já que muitas pessoas infectadas têm tido complicações e precisam de internação. “A gente não está reivindicando melhorias de trabalho, a gente trabalha em condições favoráveis, com EPI’s suficientes. O que a gente quer é uma mobilização do judiciário, da Câmara de Vereadores, prefeituras de todo o Alto Vale para que tomem atitudes mais restritivas quanto a circulação de pessoas,  tentar mexer com o bom senso, com a empatia das pessoas. A gente quer que as pessoas vejam que nós estamos trabalhando, que queremos trabalhar, cuidar da população, mas a rede de saúde está entrando em colapso, os hospitais estão todos cheios, não vai ser só de Ituporanga, estamos mobilizando toda a região da Amavi, para que entrem nessa mobilização de forma pacífica para chamar atenção da população. Os profissionais de saúde estão exaustos, não estamos nos negando a trabalhar, mas não queremos ver pessoas morrendo na porta dos hospitais ou unidades de Saúde como já aconteceu em outras cidades”, completa.