Política
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Reportagem: Cláudia Pletsch/DAV

O candidato a prefeito de Taió pelo Partido dos Trabalhadores (PT) é Cassiano Marafon. Em entrevista ao DAV, ele falou sobre suas propostas para o município e ressalta que uma das principais bandeiras defendidas é a profissionalização do serviço público e a retomada do crescimento econômico.
O candidato que já concorreu ao legislativo do município em 2011 explica que entrou na política através do incentivo de pessoas conhecidas e garante que apesar de não ter exercido nenhum cargo no executivo ou legislativo possui grande experiência como administrador, adquirida à frente da direção executiva do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte) e como conselheiro estadual do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). “O meu envolvimento na política aqui em Taió começou em 2011 quando nós tivemos a implantação do Piso Nacional dos professores, ali eu fui tomando frente aos demais professores e me indicaram para que eu fosse o representante deles nessa luta pela implantação do Piso Nacional a nível estadual. Quando concorri a vereador não me elegi, tive 222 votos e foram pessoas que votaram pela minha pessoa pois não gastei na campanha, a partir daí comecei a estudar um pouco sobre a estrutura da sociedade juntando o que eu penso com o que as pessoas próximas a mim pensavam, aí acabamos definindo que a amplitude do nosso projeto já não era mais para vereador e sim para o executivo”, comenta.
Sobre as propostas para assumir a prefeitura, Cassiano explica que Taió sente falta de desenvolvimento econômico e ressalta que pretende profissionalizar o serviço público, assim todas as pessoas que assumirem um cargo nas secretarias municipais deverão passar por uma profissionalização. “Para Taió faltam muitas coisas, mas principalmente desenvolvimento econômico. Na nossa região somos a cidade que mais regrediu economicamente, tem uma defasagem de 2008 para 2020 de 18,5% do PIB relacionado ao estado. Rio do Oeste por exemplo cresceu 11%, Rio do Campo cresceu 7%, Ituporanga cresceu 23% no PIB do estado, pra ver como Taió regrediu e essa regressão acaba refletindo no emprego e na vida das pessoas. Então esse é um modelo empresarial que está colocado nas gestões que Taió vem tendo e tem prejudicado muito o desenvolvimento econômico”, avalia.
Ainda sobre as propostas o professor comenta que uma das lutas mais importantes da chapa é a redução salarial do prefeito e vice-prefeito, que segundo ele garantiria uma economia suficiente para realizar muitas obras na cidade. “A gente está propondo a redução salarial de 50% para prefeito e vice-prefeito. Propomos também a redução dos cargos públicos e essa redução vai passar por uma profissionalização de todos os trabalhadores. A economia que estamos propondo de corte salarial e cargos comissionados passa de R$1,5 milhões por ano, passa de R$6 milhões no mandato e se conseguirmos aprovar via projeto de lei nos próximos 20 anos, a economia pode chegar a aproximadamente R$50 milhões, então não seria uma diferença somente nessa gestão mais em todas as gestões que vêm pela frente”, esclarece.
Sobre seu diferencial, com relação aos outros candidatos que concorrem ao pleito Cassiano diz que sua principal diferença é que o plano de governo é participativo. “A diferença é que nosso plano de governo é participativo pois propomos ver quanto de dinheiro temos na prefeitura e vamos discutir com a sociedade o que ela quer que seja feito, e para ouvir a sociedade vamos passar por diversos processos onde a comunidade vai ter que ser efetivamente ouvida, pois a gente vê muita audiência pública de faz de conta que chamam até crianças para participar para dizer que tem público e nós não queremos isso, queremos um conselho das comunidades que vai ser um grupo de quase 100 pessoas que vão nos trazer o que é necessário para cada bairro”, finaliza.