Alto Vale

A Prefeitura de Presidente Getúlio, em parceria com empresários locais, lançou na última terça-feira (15) o Programa Desemprego Zero, que tem como objetivo capacitar os trabalhadores para o setor têxtil do município. Durante três meses, 66 alunos terão acesso ao conhecimento da teoria e prática da costura, para que depois possam ser inseridos no mercado de trabalho.

O curso é ministrado as terças, quartas e quintas-feiras na rua Mirador, no Centro da cidade. São três horas de duração por aula e os alunos estão divididos em três turnos. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Turismo de Presidente Getúlio, Fernando José Soares, já existem pelo menos 200 pessoas na fila de espera pela capacitação. Atualmente as inscrições estão encerradas, mas a ideia é que a partir do momento em que o aluno consiga um emprego, ele passe a sua vaga para outro candidato. “A gente fala que o curso tem 3 meses, mas se em 30 ou 20 dias o cara já estiver apto, ele vai ser incluído no mercado de trabalho e vai dar a vaga para outras pessoas”, explica Soares.

Segundo o secretário, o maior objetivo da capacitação é dar oportunidade às pessoas que estão desempregadas no município. Como o setor têxtil é um dos segmentos mais fortes de Presidente Getúlio, a Administração Municipal decidiu apostar na qualificação dos profissionais nesta área. “Nós partimos para a escola de costura, que hoje é o que está movimentando a economia, principalmente no município”, afirma.

Atualmente, mais de 100 empresas têxteis estão instaladas em Presidente Getúlio, e Soares acredita que o setor movimente cerca de 5 mil pessoas. Ele conta que o curso é ministrado justamente por profissionais que já foram empresários da área, por isso a parte técnica da capacitação é muito mais intensa. “Ele [o aluno] tem uma parte teórica e comportamental no primeiro dia do curso, e depois umas aulas de como funciona o equipamento, a máquina como um todo, e já vai para a aula técnica. São profissionais extremamente técnicos no assunto”, conclui.

Carolina Ignaczuk