Alto Vale
Foto: Getty Images/ iStockphoto

Dar a crianças e adolescentes um lugar de proteção e acolhimento provisório respeitando o direito a convivência familiar e comunitária. Este é o objetivo do programa Família Acolhedora, coordenado pela Secretaria de Assistência Social, e que necessita de participantes. Portanto, famílias getulienses que desejam integrar o programa, podem dirigir-se ao Cras, para realização de cadastro.

Para participar, além de residir em Presidente Getúlio, é preciso ter mais de 21 anos (sem restrições quanto ao sexo ou estado civil), demonstrar aceitação de todo o grupo familiar com a proposta do acolhimento e não ter interesse em adoção.

O secretário de Assistência Social, Vanderlei Poffo, reforça que, a família que acolhe deve estar ciente que não está adotando a criança ou adolescente. “Existem diferenças. O acolhimento é por um período determinado pelo Juizado e, após acompanhamento realizado pela equipe técnica, a criança ou adolescente volta para a família de origem ou segue para adoção”, explica.

O programa Família Acolhedora é uma alternativa ao acolhimento institucional, ou seja, do envio para abrigos. Esta é uma iniciativa prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que visa acolher crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos, que estejam afastadas da família de origem por medida de proteção.

De acordo com a assistente social e coordenadora do programa, Ivanete Hammes, hoje nove crianças e adolescentes do município estão afastados de suas famílias de origem,  e apenas dois estão com famílias acolhedoras, os demais seguem em instituições da região. “Necessitamos de mais famílias dispostas a abrir seus lares e corações para acolher estas crianças ou adolescentes por um determinado período”, reforça.

A família acolhedora assume o papel de parceiro no atendimento a crianças e adolescentes, fortalecendo-as para o retorno a sua família de origem ou para a adoção, assumindo os cuidados cotidianos com o acolhido: educação, atendimentos de saúde, lazer e outros, mas acima de tudo garantir proteção a eles, tudo isso acompanhado pela Equipe Técnica do Serviço de Acolhimento.

Para as famílias cadastradas, a Prefeitura contribui mensalmente com um subsídio financeiro, além de acompanhamento e orientação com processo de capacitação.

Mais informações podem ser obtidas na Secretaria de Assistência Social, localizada na Rua Sigfrido Gaertner, em frente ao Clube Camioneiros. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 16h30. No site https://www.queroacolher.com.brvocê encontra mais detalhes sobre este programa.