Alto Vale
Foto: Marcelo Zemke - O governador Raimundo Colombo esteve reunido com representantes do Vale Norte

O governador Raimundo Colombo sinalizou positivamente para a conclusão do projeto de ligação da SC- 340 com a BR-116 (Rodovia Regis Bittencourt), no município de Monte Castelo. O aditivo no valor de R$ 586 mil será aplicado para alterar uma parte com um desvio por causa de uma área de preservação permanente (APP).

O anuncio foi feito em Florianópolis, durante encontro com representantes do Vale Norte. O projeto havia sido apresentado no mês de março e teve o custo de cerca de R$ 3 milhões. “O aditivo está autorizado e o projeto da obra será retomado imediatamente. Já está com 83% pronto. Com isso, nós vencemos mais uma etapa e depois tem que fazer o financiamento para executar a obra igual àquela que nós estamos fazendo em Doutor Pedrinho até a BR-116”, explicou o governador.

Na audiência, o suplente de senador pelo PSD e presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Ibirama (Sinduscom), Genésio Ayres Marchetti, chamou a atenção para o baixo índice de desenvolvimento econômico e social da região, ficando bem abaixo de muitas outras regiões do Alto Vale, sendo uma das poucas do estado que carece de infraestrutura.

“A região é bolsão subdesenvolvido, por falta de uma rodovia que passe por aquela região. Há terras muito boas para agricultores e há também empresários querendo se instalar naquele local. Em primeiro momento se espera a conclusão do projeto, e depois, a as obras da rodovia”, justificou.

A ligação é considerada uma das principais obras de infraestrutura viária do Estado de Santa Catarina no momento. De acordo com levantamentos preliminares, a falta dessa ligação encarece o custo do transporte, limita o desenvolvimento regional, que atualmente está bem abaixo, comparado com outras regiões do Alto Vale.

A região discute a obra a mais de 40 anos. “Sou testemunha desta batalha. Sem a execução desta obra vamos continuar como estamos, e a região tem muito para oferecer economicamente para o estado”, disse Marchetti.

“É uma obra importante e que está indo muito bem. Essa rodovia vai integrar o Estado e vai funcionar como um elemento importante de desenvolvimento. Terá um grande ganho para aquela região, então, acho que hoje se deu um passo importante para a solução dessa questão”, disse Colombo.

Competitividade econômica

Após a conclusão do projeto, o governador Raimundo Colombo reafirmou que obra deva ser inclusa no financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), principal fonte de financiamentos para o desenvolvimento da América Latina. “Temos capacidade de endividamento e já estive no BID, só temos que fazer o próximo pedido e incluir a obra. O importante agora é ter o projeto pronto”.

Outro ponto destacado é a competitividade econômica do estado. A região que deverá ser pavimentada possui um grande potencial para a produção de grãos, como soja e o milho, o que poderia ajudar a abastecer a agroindústria catarinense e baratear a produção de aves e suínos. “Temos um problema muito grande para o futuro. Hoje sobreviemos no mercado competidor por dois aspectos, sendo um deles a sanidade animal (livre de vacinação) e a outra é a baixa tributação, que alguns estados também baixaram. Mas para garantir competividade, temos que diminuir o custo dos grãos, que são trazidos do Paraguai e Argentina”, disse Colombo. No ano passado foram importadas cerca de 4,5 milhões de toneladas para abastecer a agroindústria catarinense.

Ele exemplificou que no Mato Grosso, a diferença de preço de uma saca de milho chega a R$12 em relação à Santa Catarina, o que pode fazer com que algumas agroindústrias deixem o estado para baratear a produção. “Se não tivermos competividade, a indústria vai embora. Temos que aumentar a produção de grãos em Santa Catarina, e aquela região do Vale Norte é um dos poucos celeiros que temos inexplorados e que devemos aproveitar”, avaliou.

O secretário Executivo da Fiesc, Egidio Martornano entregou ao governador um relatório contendo um levantamento com o potencial econômico da região. O documento também trouxe a atual situação da BR-470.

Ainda na ocasião, a prefeita de Santa Terezinha, Valquiria Schwarz, destacou que o município tem mais de 1,7mil quilômetros de estradas de barro, o que acaba gerando um custo bastante elevado, e essa ligação, além de ajudar no desenvolvimento local, também contribuirá com economia na manutenção. Ela aproveitou para encaminhar um pedido de pavimentação de um trecho de 15 quilômetros na localidade de Rio da Anta, centro territorial do município.

A rodovia

O trecho de 65 quilômetros que parte da SC-340, em Vitor Meireles, passa por Santa Teresinha e termina em Monte Castelo na BR-116, deve interligar o Vale Norte e o Planalto Norte e reduzir consideravelmente o tempo de deslocamento dos motoristas, além de facilitar o escoamento da produção agrícola da região. Além da redução das distâncias, a SC-340 vai proporcionar o desenvolvimento econômico à região e facilitar a escoamento da produção agrícola e industrial.

A conclusão da obra irá proporcionar também uma alternativa entre o Vale do Itajaí e o Planalto Norte do Estado, além de encurtar a ligação entre ao Planalto Serrano e o Estado do Paraná, desafogando a BR-470.

Além de Ayres Marchetti, compunham a comitiva os deputados Esperidião Amin (federal), Jean kuhlmann (estadual), João Amim (estadual), o secretário da ADR de Ibirama, Jamir Marcelo Schmdit, os prefeitos Adriano Poffo de Ibirama, Bento Silvy de Vitor Meireles, Nerci Barp de Dona Emma, Valquiria Schwarz de Santa Terezinha, o vice-prefeito de José Boiteux Lourival de Carvalho, o presidente da Aciibi Sálvio Giacomozzi, Marcia Luz da Facisc, Ademir Piske do Sinduscon, o presidente do PP de Ibirama, Cesário Rossini, Francisco Moreira do PSD de Vitor Meireles o ex-prefeito e Ibirama Duílio Gehrke, entre outros.

Marcelo Zemke