Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Alguns meses atrás foi anunciada a conclusão do projeto de implantação de uma UTI no Hospital e Maternidade Dona Lisette, em Taió. Para dar continuidade ao projeto, a Vigilância Sanitária do Estado solicitou algumas mudanças na planta, que já estão sendo feitas e serão reapresentadas. Após aprovação, a comunidade luterana que é proprietária da instituição deverá iniciar o processo de licitação para construção da ala.

O prefeito do município, Horst Alexandre Purnhagen, que ficou encarregado de buscar os recursos para execução da obra conta que o governador Carlos Moisés deve visitar o município junto ao secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, para conhecer o local da construção nesta quinta-feira (29) e que na oportunidade deve ser apresentado o projeto.

“Nós recebemos da Vigilância Sanitária do Estado o pedido de modificações na planta, e estamos modificando os detalhes para reapresentar na semana que vem. O governador do Estado de Santa Catarina deve vir ao nosso hospital junto com o secretário de Saúde para ver o local onde será feita a obra. Vamos mostrar a planta para eles, convidaremos os prefeitos da região Vale Oeste e após aprovação da Vigilância Sanitária que deve ocorrer nos próximos dias, a gente já deve começar a receber os recursos gradativamente e vamos repassar para a comunidade luterana que é dona do Hospital para que eles façam a licitação da obra”, esclarece.

Após serem feitos os repasses, a prefeitura ficará encarregada de fiscalizar a obra e a aplicação da verba pública. Horst acrescenta que para a primeira etapa, pelo menos R$ 6 milhões já estão garantidos. “A distribuição de recursos está assim, serão repassados R$ 2 milhões do Governo do Estado, R$3 milhões do deputado estadual Jerry Comper e R$ 1 milhão do deputado Sérgio Motta. Então são R$ 6 milhões para iniciar a obra, pensamos que com esse valor conseguiremos deixar a parte predial montada com paredes, vidraças e a parte de acabamento é uma segunda fase, que nós vamos correr atrás de outras emendas com outros deputados”, explica.

Embora não exista um cronograma, Horst acredita que toda a ala que terá mais de 5 mil metros quadrados deve ficar pronta em três anos. “São 5,500 metros quadrados de área nova, ou seja, a unidade mais que dobra de tamanho. Ela tem 37 leitos e vai para 110 aproximadamente. A partir do momento que tiver a ala nova, ele se torna um regional. Isso vai desafogar o Hospital Regional em Rio do Sul. Muitas vezes o taioense precisa de uma vaga de UTI e não encontra, precisa ir para mais longe, então o objetivo final é trazer mais qualidade de vida, esperança, para que em casos de urgência a pessoa tenha mais chances de sobreviver”, acrescenta.

Leitos para UTI Covid-19

A partir do mês de setembro, o Hospital e Maternidade Dona Lisette deve passar a oferecer atendimento para pacientes graves da covid-19. É que o Governo do Estado repassou verba para a compra de equipamentos para instalação de leitos na ala onde funcionava a maternidade há algum tempo. Horst conta que a promessa é que os leitos não sejam desabilitados no fim da pandemia e que só serão transferidos para a ala nova quando estiver pronta.

“A partir de setembro a gente deve oferecer 10 leitos para tratar covid. Recebemos R$ 1,4 milhão do Governo do Estado para comprar equipamentos que já estão sendo adquiridos e agora teremos UTI. A promessa do secretário de Saúde do Estado é que mesmo passando a pandemia, esses leitos não devem sair do hospital, ficarão de forma permanente”, completa.