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Foto: Divulgação.

Os idosos já são 12,6% da população, ou seja, 24,85 milhões dos brasileiros, segundo os dados da Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios (PNAD) de 2012 e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o aumento da expectativa de vida da população e o desejo das pessoas de se manterem ativas e inseridas em grupos sociais, novas oportunidades de negócios surgem. Quem passou dos 60 anos ainda faz parte da parcela ativa da população, que sai, se diverte, vai viajar e quer visitar os amigos.

É pensando nessa independência, no convívio social e ao mesmo tempo em preservar a rotina familiar, que um grupo de acadêmicos projetou a empresa ConViver. A proposta faz parte de um trabalho de conclusão do MBA em Gestão Empresarial da Fundação Getúlio Vargas (FGV), oferecido pela Associação Empresarial de Rio do Sul (ACIRS), em parceria com a Sociedade Educacional de Santa Catarina (UNISOCIESC), que será apresentado nessa quarta (26).

A pesquisa levou ao planejamento estratégico de um novo serviço em benefício do idoso no Alto Vale. O diferencial é um acompanhamento em tempo integral, aliado ao transporte e segurança. De acordo com o acadêmico Rodrigo Salvalagio, investir na saúde, bem-estar e acompanhamento do idoso é construir um futuro com prosperidade.

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“Eu e os acadêmicos Analu Lunelli Marchi, Elsa Goetten de Lima Fronza, Isabelle Porto e Jorge Dalfovo, orientados pelo Prof. Dr. Luís Eduardo Machado, realizamos o Plano de Negócios da empresa ConViver para oferecer um serviço especializado de transporte e acompanhamento para idosos, um serviço dedicado, carinhoso e seguro, onde o idoso se sinta verdadeiramente acolhido e respeitado como ser ativo e integrante da sociedade em que vive”, conta Salvalagio.

A pesquisa realizada por eles ainda aponta que os indivíduos acima dos 60 anos no Brasil vivem mais e melhor, estão em uma faixa da população cada vez maior e buscam mais qualidade de vida e independência para manter sua rotina, seja de cuidados com a saúde ou hobbies. Só em Santa Catarina atualmente são mais de 700 mil idosos que se mantém no convívio familiar e social.

Segundo a acadêmica Elsa Goetten de Lima Fronza, não existe hoje em nossa região uma empresa que presta esse serviço. Os concorrentes indiretos levantados pelo grupo são táxis, asilos e acompanhantes, mas que se diferem das características desenvolvidas pela ConViver.

“O projeto foi elaborado para que seja algo dedicado, próximo e seguro. O principal diferencial da Conviver é o serviço de transporte e o acompanhamento em tempo integral”, conta Elsa.

Além de desenvolver o Plano de Negócios da empresa ConViver, a equipe decidiu fazer a experiência real da proposta da empresa, onde acompanhou uma idosa por um dia. Dona Paulina, moradora de Rio do Sul com 84 anos, desejava visitar seu irmão Francisco, de 79 anos, em Blumenau. A ConViver contatou as famílias, agendou o serviço e levou Paulina até Blumenau.

“Foi um momento muito especial, que emocionou ambos, além de trazer tranquilidade e alegria para toda a família”, disse Adriana Sborz, sobrinha deles.

A ideia por enquanto está no papel, o grupo não tem planos para dar sequência ao negócio, mas o mercado se mostra favorável a quem deseja investir em um novo negócio.

“Fizemos um estudo, com pesquisa de mercado em Rio do Sul e cidades próximas e é uma necessidade da região. É um planejamento completo do negócio, com toda a parte estrutural, planejamento de marketing, estudo da logomarca, viabilidade financeira, gestão de pessoas e todo o material. Hoje se um investidor quiser montar a empresa, ela está pronta”, revela Elsa.

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Tempo com a família

Questionada se de alguma maneira esse serviço prejudicaria o convívio familiar, Elsa afirma que ele pode qualificar o tempo quando a família está reunida. Com a rotina cada vez mais corrida, o tempo dedicado à família estaria mais aberto ao afeto e atenção, ao invés de suporte às atividades corriqueiras.

“Temos estudos que mostram que as famílias estão buscando preservar suas rotinas, aproveitando melhor o tempo juntos, já que o trabalho consome parte do seu dia”, finaliza.

Susana Lima