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Reportagem: Helena Marquardt

Será votado nesta quinta-feira (7) em sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Rio do Sul, o projeto do Executivo que prevê a diminuição dos repasses para o Fundo Municipal de Cultura e aumenta o valor repassado para o Fundo Municipal de Proteção e Defesa Civil, que até então não tem um orçamento fixo.

A proposta é que os valores destinados à cultura passem de 1,15% a 3%, para 0,7% a 1,8%. Em contrapartida, o Fundo da Defesa Civil, que não possui nenhuma forma de repasse, receberia de 0,45% a 1,2%. No texto o Município argumenta que o orçamento geral da prefeitura não teria nenhum impacto com a mudança.

Para o diretor Executivo da Fundação Cultural de Rio do Sul, Rafael Tschumi, a diminuição no repasse traria um grande impacto negativo ao setor, que segundo ele já está mobilizado tentando impedir a aprovação. “Já fomos conversar com todos os vereadores e no gabinete do prefeito. Somos contra essa diminuição do percentual de recursos para o Fundo Municipal de Cultura que é a fonte de recursos do Prêmio Nodgi Pellizzetti”, declarou.

Ele comenta que não é contra a Defesa Civil ter recursos, mas que eles podem vir de outras fontes. “O motivo é nobre, mas não concordamos que a Defesa Civil seja usada para tirar dinheiro da cultura. Vivemos num município tão rico, com tantas obras acontecendo, acreditamos que existem outras formas deles terem recursos para eles. Penalizar a cultura por causa disso chega até ser uma maldade”, declarou.

Tschumi comentou ainda que o Prêmio Nodgi Pellizzetti de Incentivo a Cultura será bastante prejudicado se o repasse for aprovado e toda a comunidade será prejudicada. “São recursos para projetos culturais e até sociais. É através Prêmio Nodgi Pellizzetti que muitos projetos chegam a quem tem menos oportunidade de acesso a bens culturais, ele financia teatro, dança, música, livro de forma gratuita para a população”, completa o diretor.

O ator e diretor de teatro, Willian Sieverdt, também criticou o projeto. “Sabemos da importância da Defesa Civil de Rio do Sul, isso é indiscutível, mas não é aceitável que, por falta de uma gestão eficiente na busca de recursos para esta pasta, queiram que a Cultura de Rio do Sul pague uma conta que não é sua. Quando o diretor da Defesa Civil diz que não está tirando da Cultura e sim do Prêmio Nodgi Pellizzetti, fica claro a total falta e conhecimento do funcionamento do Fundo e da sua importância. Não o culpo, ainda mais sendo uma pessoa de fora da cidade, que pouco sabe daquilo que nós rio-sulenses fazemos e o valor que damos para a nossa cultura”, disse.

Aprovação precisa de maioria absoluta

O projeto já passou pelas comissões de Legislação, Constituição, Justiça, Ética e Decoro Parlamentar e Redação Final e Comissão de Finanças e Orçamento, a votação final acontece na sessão ordinária desta quinta-feira.  Para ser aprovada a proposta precisa de maioria absoluta.