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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Um projeto social tem contribuído para a formação e para mudar a realidade de muitos adolescentes de Rio do Sul. O Virando o Jogo nasceu na Associação de Moradores do Bairro Canta Galo e hoje já atende cerca de 30 adolescentes de toda a cidade, que aos sábados recebem atendimento nutricional, orientação e participam de atividades lúdicas e esportivas.

A voluntária e assistente social do projeto, Patricia de Lourdes de Souza conta que a associação já oferecia há cerca de dois anos futebol para os adolescentes, mas decidiu ampliar as atividades. “Na época o presidente da entidade era o Moacir Vieira, que hoje é vereador e sempre foi o grande incentivador. Então se reuniu um grupo de profissionais, psicóloga, assistentes sociais, educador físico e um pedagogo e o projeto nasceu com o objetivo de promover a inclusão esportiva de adolescentes em situação de vulnerabilidade social, o que traz uma melhora significativa nas condições de aprendizado, cidadania e formação de valores”.

Com o passar do tempo a iniciativa ganhou reforço de novos profissionais. Com uma parceria do curso de Nutrição da Unidavi, os adolescentes recebem cardápio individual e passam a ter orientações nutricionais uma vez por mês. “Esse atendimento é importante para que eles consigam fazer escolhas na sua alimentação que melhorem também o seu desenvolvimento físico”, disse.

Outra parceria é com a Escola de Educação Básica Henrique Fontes que colocou à disposição toda a sua estrutura para ser utilizada pelo projeto. Os encontros acontecem todos os sábados a partir das 8h quando é oferecido um café. Depois os participantes tem um momento de jogos lúdicos para desenvolver habilidades sociais, aprimorar valores morais, trabalhar a disciplina e estimular o desenvolvimento das emoções. Em seguida os adolescentes que tem interesse participam de atividades físicas orientadas por um educador.

“Esse projeto é financiado através do Fundo da Infância e Adolescência, o FIA e foi repassado um valor de R$ 30 mil para a execução. Hoje já atendemos cerca de 30 adolescentes, de 13 a 17 anos, não só do bairro Canta Galo, mas de vários outros bairros”, completa Patricia.