Alto Vale
Foto Divulgação

Cláudia Pletsch/DAV

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), só no Brasil existem mais de 30 milhões de animais abandonados, cerca de 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. No alto Vale, a moradora de Presidente Getúlio, Dornalda Schmoegel, é protetora de animais e atualmente vive com cerca de 200 cães em um sítio alugado no interior da cidade, mas precisa deixar o local e conta com a solidariedade da população.
Ela explica que atualmente o abrigo fica em uma Área de Preservação Permanente (APP), por isso a Justiça determinou que ela deixasse o local. Depois de meses de procura, Dornalda conseguiu alugar um sítio no interior de Agronômica, mas agora precisa arrecadar dinheiro suficiente para a construção do novo canil.
A protetora relata que já conseguiu a ajuda de dois arquitetos, que farão voluntariamente o projeto de quatro canis grandes para que os cães possam se acomodar de forma mais confortável e sejam divididos por faixa etária. Agora ela pede ajuda para comprar os materiais para que a obra saia do papel.
Ela conta que dos 200 cães, cerca de 120 tem mais de 10 anos e todos esses idosos precisam de cuidados especiais, por isso qualquer ajuda é bem-vinda. “Os mais idosos precisam de atendimento especial pois a alimentação tem que ser diferenciada, como eles são mais velhinhos tem muitos que não tem mais dentes então o alimento precisa ser adequado, por isso geralmente eu tenho que cozinhar, preciso fazer a comida para que eles possam comer bem e para que não emagreçam. Eles também precisam que as camas sejam trocadas com mais frequência pois andam com bastante dificuldade e precisam fazer as necessidades. Então nesse sentido toda a ajuda é bem-vinda, desde ração até materiais de limpeza que eu uso bastante, cobertores e toalhas de banho que podem ser até usadas”, explica.
Além dessas doações, o principal apelo é para a doação de materiais de construção diversos como madeira, cimento, areia e tijolos. “Além dos gastos que eu já tenho diariamente com medicamentos, materiais de limpeza e ração, já que eles consomem cerca de 75 quilos por dia, eu ainda vou ter agora os gastos com essa construção do novo local”, comenta.
Para ajudar a pagar os materiais ela também criou uma ‘vaquinha’ on-line, que pode ser acessada através do link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-para-o-abrigo-da-dornalda. Lá toda a comunidade pode fazer doações de qualquer valor em dinheiro e a meta é arrecadar R$ 50 mil. “O engenheiro fez uma avaliação no local, e me deu o valor de cinquenta mil para fazer a construção e as instalações com o cercado. Essa vaquinha também é para levantar fundos para a mudança desses animais, pois na última vez a gente colocou eles em uma caçamba da prefeitura, mas hoje eu tenho muitos idosos, então não tem como transportar eles assim, fora que a distância é bem maior para fazer o transporte”, comenta.
Dornalda ainda explica que outro meio de arrecadar fundos é um brechó que ela possui no centro de Presidente Getúlio. “Nesse local ela aceita doações de roupas, calçados, bijuterias e louças que podem ser vendidas. “Sozinha a loja não consegue manter o abrigo, mas grande parte do lucro eu consigo pagar a ração dos animais”, finaliza.