Política
Foto: Luana Abreu/DAV

 

Luana Abreu

 

A saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL deve trazer impactos nos diretórios estaduais e municipais. Três dos quatro deputados federais da sigla já se incorporaram ao novo projeto presidencial. Daniel Freitas, Caroline de Toni e Coronel Armando participaram do encontro onde Bolsonaro anunciou sua saída da sigla e já confirmaram presença na convenção nacional marcada para o dia 21 de novembro.

 

O deputado federal Fabio Schiochet, presidente do diretório estadual e vinculado ao governador Carlos Moisés da Silva, fica solitário na bancada federal do partido.Na representação estadual a situação é semelhante. Dos seis deputados estaduais, quatro já divergiam do governador, destituíram o deputado Ricardo Alba da liderança na Assembleia Legislativa e assumiram posição independente a favor de Bolsonaro. São eles: Sargento Lima, Jessé Lopes, Felipe Estevão e Ana Campagnolo.

 

Em Rio do Sul, o partido já se organizava para disputar seu primeiro pleito municipal, em 2020. O pré-candidato à majoritária é Dionísio Tonet que confirmou a mudança dos filiados ao novo partido que será criado por Bolsonaro, o Aliança Pelo Brasil. O diretório e a executiva municipal do partido irão se reunir na próxima semana para acertar os detalhes do futuro do partido na Capital do Alto Vale. A expectativa de Tonet é que a mudança seja unânime. “Nós não entramos no PSL pelo partido em si e sim pelo presidente Jair Bolsonaro”, argumenta.

 

O processo de criação de uma agremiação partidária não é simples. Da elaboração do estatuto à aprovação do registro pela Justiça Eleitoral, são exigidos desde documentos e cumprimento de prazos até o apoio de um número mínimo de eleitores em todos os estados. Em todo o Brasil são necessárias ao menos 500 mil assinaturas. De acordo com Tonet, o diretório em Rio do Sul atenderá o chamado para alcançar o número de assinaturas, caso seja solicitado.

 

Governador Carlos Moisés

 

Questionado sobre a atuação de Carlos Moisés em Santa Catarina, Tonet acredita que ele esteja fazendo um bom governo. “Ele não concorda com algumas questões ideológicas do presidente, mas os dois em sua essência são parecidos. Estão atuando firmemente no corte de privilégios e na redução do tamanho da máquina pública e do Estado na vida das pessoas”, comenta. “Acredito que a saída de Bolsonaro do PSL não vai afetar no relacionamento entre eles e no bem comum que é Santa Catarina”, completa.

 

Governo José Thomé

 

Como pré-candidato à majoritária rio-sulense, Tonet diz que discorda de algumas ações do prefeito José Thomé (PSDB). Ele defende mais diálogo com a comunidade para que a administração municipal saiba, com clareza, quais são os principais pedidos da população.

 

Ele ainda criticou o financiamento de R$ 50 milhões contraídos pela gestão atual, que será utilizado em obras de infraestrutura no município como a construção de uma nova creche no Centro da cidade e a revitalização da Estrada Blumenau. “Nós vivemos um momento difícil nas contas públicas. Apesar de serem obras importantes, não acho que essa seja a melhor ocasião para se fazer uma dívida desse tamanho”, comenta.