Alto Vale
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Rafaela Correa/DAV

Durante alguns meses no ano passado, os serviços oferecidos pelas empresas do transporte coletivo ficaram suspensos, assim como diversos setores da economia. Essa suspensão cujo objetivo seria diminuir o risco de propagação da covid-19, fez com que passageiros buscassem outras formas de se locomover diariamente e mesmo com a reativação das linhas algum tempo depois, empresário diz que número de passageiros caiu em 65%.

O gerente de uma empresa de Ituporanga, Hugo Heriberto Haverroth, relatou momentos difíceis. Segundo ele, foi necessário cortar vários gastos para se manter no ramo. “Foram momentos difíceis, pelos quais nunca passamos. Precisamos adotar medidas para cortar custos, inclusive demissões, férias adiantadas e negociação de financiamento. Diminuiu muito. Estima-se uma queda de 65% do movimento”, afirma. Ele diz ainda que em respeito às regras sanitárias, um dos ônibus da frota parou de circular.

Questionado sobre adaptações, ele diz que os decretos estaduais e municipais são seguidos e que os horários passaram por redução. Além disso, com a intenção de diminuir despesas alguns horários foram reduzidos e alguns dias continuam sem linha. “Com a queda no número de passageiros não estamos atendendo aos domingos e feriados. Durante a semana tínhamos 16 horários por dia e reduzimos para 12 horários, mas acredito que logo retornaremos com todos os nossos horários novamente”, explica.

Gabriela Kohls usa o transporte diariamente para ir até o trabalho e afirma ter percebido a diminuição na quantidade de passageiros. “Com esse tempo de pandemia bastante gente precisou usar carro ou pegar carona e acho que depois desse tempo todo, as pessoas tenham se adaptado com essas outras formas. Se olhar o preço da passagem vale a pena, já que quando a gente usa o carro precisamos pensar em outras despesas além do combustível, como óleo, pneus, manutenção e risco que a gente corre na estrada. No ônibus, assim como em todos os outros lugares, há possibilidade de pegar o vírus, mas no ônibus é melhor do que ir de carro com cinco pessoas. No ônibus tem maior circulação de pessoas, mas também tem mais ventilação e se cuidar com álcool e máscara já ajuda. Se fizer higienização correta, manter cuidados é seguro, tanto carro quanto ônibus”, opina.

Questionado sobre a segurança oferecida pelo meio de transporte em tempos de covid-19, ele diz acreditar que é seguro, já que os veículos seriam higienizados a cada viagem. “Não vejo insegurança em utilizar o ônibus todos os dias, pois nós adaptamos medidas de prevenção da covid, distanciamento dentro do ônibus, redução de pessoas com 50% da capacidade. Acho que é muito seguro, pois as pessoas que entram são obrigadas a passar álcool em gel 70% nas mãos, obrigadas a usar máscara para entrar, cada fim de viagem os ônibus são higienizados com álcool em todos os locais de superfície lisa, então acho que é um local bem seguro. Acho que quando a pessoa pega carona com conhecido, colega todos os dias é menos provável que ela use máscara ou higienize as mãos. E se esse colega ou motorista estiver contaminado? São várias situações e para ter uma ideia, a gente está com quase 10 meses de pandemia, ficamos alguns meses parados, mas quando voltamos nenhum dos nossos colaboradores pegaram a covid, então considero um local seguro”, justifica.