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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

O prefeito de Rio do Sul assinou um decreto nesta segunda-feira (12) colocando no final da fila os moradores que se recusarem a tomar a vacina disponível contra a Covid. A medida foi anunciada por José Thomé depois que mais de 700 pessoas que haviam se cadastrado não compareceram na imunização realizada em formato drive-thru no sábado (10). Já outras foram até o local, mas recusaram a vacinação por não ser com a fabricante que desejavam.

Ele ressaltou que a vacina é importante para salvar vidas independente da fabricante, já que todas foram testadas, aprovadas e tem a eficácia comprovada, por isso é inadmissível aceitar um índice tão alto de faltantes. “Abrimos cerca de três mil cadastros e foram todos preenchidos, mas apenas duas mil e trezentas se fizeram presentes. A gente sabe que podem ocorrer imprevistos, mas nada justifica 700 pessoas não irem. Ao que tudo indica são moradores que olharam a marca da vacina e decidiram não ir, atrapalhando o processo de cadastramento e tirando a chance de outra pessoa”, disse.

Thomé afirmou ainda que outras 30 pessoas foram até o pavilhão, mas se recusaram a tomar a vacina ao saberem da fabricante que iriam receber, por isso ele decidiu editar o decreto colocando esses moradores no final da fila. “Com certeza muitos estão ansiosos para vacinar como é o meu caso e o que mais nos revoltou é que ocorreu tudo bem, mas as pessoas chegando lá perguntaram a dose da vacina e se negaram a receber, então isso é um descaso com a sociedade e com os servidores da saúde. Vacina não se pode escolher, maior objetivo é vacinar em massa a população para evitar a chamada curva da doença”.

O decreto estabelece que os moradores que faltarem à vacinação sem nenhuma justificativa plausível não poderão fazer um novo agendamento por pelo menos 30 dias. Já os moradores que forem até o local de vacinação e recusarem a marca oferecida deverão ir para o final da fila, perderão o direito a ordem cronológica de vacinação e sua realocação na fila de imunização ocorrerá somente após concluída a vacinação de todo o público alvo, ou seja, após a vacinação dos maiores de 18 anos, sem comorbidades. “Isso não é evitar o acesso, muito pelo contrário, é permitir que pessoas de bom senso possam ter o acesso mais rápido”, declarou.

O prefeito comentou que as vacinas reduziram consideravelmente o número de internações, o que comprova que são eficazes e dão anticorpos contra a doença para que o vírus possa ser combatido pelo corpo e destacou o trabalho dos servidores que têm ido trabalhar no seu dia de descanso e até mesmo voluntários de outras secretarias.

A secretária de Saúde Roberta Hochleitner, conta que o número de faltantes é bastante alto e que essas pessoas tiraram a oportunidade de outros moradores se vacinarem. “Percebemos no sábado de manhã que conforme as pessoas ficavam sabendo a vacina que era, através de fotos e conversas, decidiram não ir mais fazer a vacina, por querer escolher mesmo. Mais de 30 pessoas foram lá e quando chegou na hora da aplicação negaram a vacina. Muitos querem escolher a dose única ou o laboratório”, lembrou.

Assim como Thomé, ela também citou o esforço dos servidores da Saúde e ressaltou que a falta vai atrasando o avanço do município na vacinação. “Se a população não comparece e não escolhe vacina não conseguimos atingir o mínimo de 75% e não conseguimos reduzir a faixa etária. É um desrespeito também com os servidores da Saúde que estão trabalhando incansavelmente há um ano e meio e deixam de ficar com a família para descansar e salvar vidas”, finaliza.