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Foto: Agência AL

Já a partir desta sexta-feira, as Lojas Colombo podem receber consumidores para a troca subsidiada de eletrodomésticos com mais de cinco anos de uso – geladeira, freezers e aparelhos de ar-condicionado. É o começo da quarta edição do Projeto Bônus Eficiente Celesc, que assume 50% do custo do aparelho. Durante o lançamento, ontem, no Centro Administrativo do governo do Estado, o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, anunciou que serão investidos R$ 10 milhões para a troca de 7,7 mil unidades.

Assim como a Colombo ganhou a licitação para a venda dos aparelhos, a Consul saiu vencedora para fornecer os 4,2 mil refrigeradores, 1,5 mil freezers e 2 mil condicionadores previstos para esta etapa do projeto. Da mesma forma como ocorreu nas edições anteriores, os clientes da Celesc que quiserem participar devem estar adimplentes e doar R$ 30,00 ou R$ 50,00, de acordo com o valor do bem adquirido, para entidades sociais. O parceiro para receber os R$ 385 mil que devem ser arrecadados com as doações será o Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon).

De acordo com Siewert, nas três edições anteriores foram trocados, com o subsídio do Bônus Eficiente, 78 mil aparelhos e 458 mil lâmpadas (incandescentes por LEDs), beneficiando 104 mil residências e em torno de 400 mil pessoas. A economia de energia resultante da ação é suficiente para abastecer uma cidade do porte de Brusque, com aproximadamente 250 mil habitantes. A redução média na tarifa de energia fica em 30% por unidade consumidora.

“Estamos comemorando aqui o Brasil moderno. O processo de globalização nos impõe fazer mais com menos e ser mais competitivos. E o que se faz aqui hoje mostra a preocupação com a competitividade, com a redução de custos, com sermos eficientes e ajudarmos a economia a prosperar. O Bônus Eficiente é um projeto extraordinário, que ainda permite às famílias reduzirem os gastos com a conta de luz”, disse o governador Raimundo Colombo durante o lançamento do Bônus Eficiente.

Motores

Outro programa de eficientização energética lançado pela Celesc, o Bônus Eficiente Linha Motores, chegou ao seu limite financeiro – R$ 6,5 milhões – em pouco mais de 20 dias. Agora, todos os projetos enviados serão analisados e só haverá chance para quem ficou de fora se algum não se enquadrar às regras. Por isso as inscrições permanecem abertas.

Padrão catarinense

A Agência Nacional de Saúde (ANS) divulgou o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS). A Fundação Celesc de Seguridade Social (Celos), que atende 22 mil pessoas, conquistou o primeiro lugar nacional na modalidade de autogestão de planos ambulatoriais, hospitalares e odontológicos, categoria de 20 mil a 99.999 beneficiários. A Celos ocupa a sétima posição entre as 768 operadoras médico-hospitalares do país. É o segundo ano que a Fundação figura entre as líderes na qualidade do serviço oferecido aos beneficiários.

Feira estadual

A Evolução da máquina: tecnologia à serviço do homem sem degradar o meio ambiente, está entre os 99 projetos da Feira Estadual de Ciências e Tecnologias das escolas públicas estaduais. Os estudantes Everto Carlos Holleweiger e Rodinei Gabriel Locatelli, da escola Dr. Guilherme José Missen, de São Miguel do Oeste, estão representando a região no evento que está sendo realizado na Capital. Além de trabalhos voltados à sustentabilidade, também estão expostos e aberto ao público até esta sexta-feira (17)projetos sobre saúde, alimentação saudável, segurança entre outros.

Queijo artesanal

Depois que o deputado Gabriel Ribeiro (PSD) conseguiu aprovar a lei que regulamenta a produção e a venda do queijo serrano artesanal, para fins de certificação de qualidade e preservação do modo original de produção, que data do século 18, o deputado João Amin (PP) quer regulamentar também a produção e a comercialização de queijos artesanais de leite cru de outras variedades. O objetivo é que, com regras claras, especialmente sanitárias, o queijo artesanal catarinense ganhe espaço no mercado formal. Ele justifica que, tradicionalmente, os queijos artesanais catarinenses são elaborados a partir de leite cru, o que encontra entraves na legislação atual, impedindo a comercialização em supermercados, por exemplo.

Amin elaborou a proposta em parceria com pesquisadores e especialistas em produção de queijo artesanal de leite cru da UFSC, membros do Movimento Slow Food, produtores catarinenses, com apoio da Epagri e da Associação Nacional dos Comerciantes de Queijo Artesanal (Comerqueijo). A tendência é que, assim como aconteceu com vinhos e espumantes produzidos no estados, os queijos catarinenses conquistem admiradores nos demais estados e em outros países.

Andréa Leonora