Alto Vale, Segurança
FOTO: JAINE DIEL CORREA

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Reativada há quatro dias a Unidade Prisional Avançada de Ituporanga (UPA) já apresenta um problema que afeta quase todas as instituições prisionais de Santa Catarina: a superlotação. O local tem capacidade para 62 vagas, mas recebeu 67 mulheres.

A diretora da UPA, Maria Salete de Souza, confirma que a unidade recebeu mais detentas do que seu número de vagas. “Nesse primeiro momento acabou vindo a mais, e nós já estamos providenciando a transferência desse excedente. Duas estão indo para Tubarão e outra já recebeu o alvará hoje”, revela.

As detentas que estão em Ituporanga atualmente foram transferidas de várias unidades por todo o estado como Lages, Itajaí, Mafra e Tijucas. Elas vieram de locais “mistos”, ou seja, presídios e penitenciárias que abrigavam homens e mulheres. A mudança, segundo o Departamento de Administração Prisional (Deap) vai trazer vários benefícios para as internas e permitindo que sejam trabalhadas as especificidades e necessidades de cada gênero.

“O fim das unidades mistas é um marco para o sistema prisional catarinense. A reativação da UPA foi integralmente realizada pelos operadores do sistema, o que demonstra a qualidade dos nossos policiais penais e o comprometimento com a segurança dos catarinenses. Trabalhamos para cada vez mais oferecer dignidade no cumprimento da pena e condições para que internos e internas tenham condições de buscar a sua reabilitação social e econômica”, destacou o diretor do Deap, Vladecir Souza dos Santos.

A UPA de Ituporanga tem capacidade para receber 62 internas. No total, a unidade recebeu investimento superior a R$ 700 mil que foram usados na reforma da estrutura física, na compra de equipamentos e instalação de mobiliário para atender áreas administrativas, operacionais e locais de convívio das internas. A unidade tem escâner corporal, equipamento que reforça a segurança, uma vez impede que uma visita, por exemplo, ingresse na unidade com algum objeto ilícito no corpo.

Na avaliação dos primeiros dias de atendimento a nova diretora ressalta que para a região a reativação da UPA, que passa a receber apenas mulheres, é um marco e que essa mudança é muito positiva. “É muito importante porque realemnte era uma deficiência da nossa região aqui, que nós tivéssemos um estabelecimento voltado para essas mulheres”, completou.

A diretora afirma ainda que todos estão se adequando e que algumas reformas e melhorias na UPA estão sendo finalizadas. “A unidade aqui era antiga e masculina então estamos terminando as reformas porque justamente mudou agora é uma nova realidade. Não está tudo completo como gostaríamos, mas estamos nos ajustando”, comentou.

Transferência para a unidade

Toda a operação de transferência das internas foi realizada pelo Núcleo Operações Táticas (NOT) de Lages, com apoio dos Grupos de Escolta de Mafra, Blumenau, Itajaí e Tijucas. Além do diretor do Deap, Vladecir Souza dos Santos, acompanharam e fiscalizaram as transferências os gerentes das regionais Norte, João Renato Schitter, da Regional Serrana e Meio Oeste, Diego Costa Lopes, do Médio Vale, Cleverson Henrique Drechsler, o Gerente de Operações Robson Oliveira e a Gerente do Serviço de Operações e Escoltas (SOE) Caroline Liberali Ghem.