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O Plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou, na sessão desta quarta-feira (29), três projetos de lei (PLs) que tratam de recursos para a saúde, além de outra matéria voltada ao combate da violência contra a mulher. As proposições ainda precisam passar por votação da Redação Final, prevista para esta quinta-feira (30), antes de serem encaminhadas para análise do governador.

O PL 219/2020, da deputada Paulinha (PDT), prevê o repasse direto dos recursos transferidos pela União para o Fundo Estadual da Saúde para hospitais públicos, filantrópicos e clínicas de hemodiálise que atendam pelo SUS, sem a necessidade da celebração de convênios. Conforme a autora, o objetivo do PL é reduzir a burocracia para a destinação desses recursos.

“Nós tínhamos dinheiro enviado desde o ano passado pela União, fruto de emendas parlamentares, que estava represado e não era repassado para os hospitais por causa da burocracia”, comentou Paulinha. “Esse projeto dá mais autonomia para o governo fazer a transferência no mesmo modelo das emendas parlamentares.”

O Plenário também aprovou os PLs 239/2020 e 240/2020, ambos de autoria do Poder Executivo, que tratam da abertura de crédito especial em favor do Fundo Estadual da Saúde. O objetivo é disponibilizar, dentro do fundo, uma conta específica para os recursos utilizados pelo Estado no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

O PL 240/2020 recebeu emenda que ampliou de R$ 75 milhões para R$ 95 milhões no valor do crédito. Tal alteração é necessária para a abertura de rubrica específica de R$ 20 milhões que serão destinados para os hospitais filantrópicos e clínicas de hemodiálise.

Violência contra as mulheres

Com os votos contrários de Ana Campagnolo (PSL), Jessé Lopes (PSL) e Bruno Souza (Novo), foi aprovado o PL 174/2020, da deputada Luciane Carminatti (PT), que institui o recebimento de comunicação de violência doméstica e familiar contra a mulher por atendentes de farmácias e drogarias, durante a vigência do Estado de Calamidade Pública por causa da pandemia.

De acordo com a autora, o objetivo é oferecer mais um instrumento para que a mulher vítima de violência possa fazer a denúncia desse crime. Segundo Luciane, com a população mais isolada, em virtude da pandemia, o número de denúncias caiu nos últimos meses.

“Com o isolamento social, as mulheres estão mais vigiadas e controladas”, completou a parlamentar. “Todas as medidas que vão ao encontro para que as mulheres possam ter mais facilidades para fazer a denúncia devem ser acolhidas.”

A proposta recebeu o apoio de Ada de Luca (MDB), que também fez a relação entre a queda nos registros de violência com a dificuldade em fazer a denúncia, em função do isolamento social.