Alto Vale

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Apesar das limitações que o novo coronavírus trouxe para as pessoas, empresas e entidades, principalmente pela exigência do isolamento social, a Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC) de Ibirama tem conseguido manter os atendimentos com exceção de alguns serviços. Pacientes contam com o apoio da RFCC em tudo que é necessário, desde empréstimo de perucas até auxílio para compra de medicamentos e exames que não podem ser distribuídos pelo poder público, entre outros benefícios.

A presidente da Rede, Tayana Marchetti Meirelles, explica que os encontros em grupos com as pacientes tiveram que ser suspensos, assim como as coletas de exames preventivos, já que o container foi cedido temporariamente à prefeitura de Ibirama para servir como unidade de triagem para casos suspeitos da Covid, mesmo assim o trabalho continua. “Muita gente ainda não sabe que a Rede está funcionando, mas estamos atendendo no brechó, fazendo o empréstimo de perucas e atendendo qualquer pessoa que necessite de algo relacionado ao câncer. Também seguimos dando assistência a todas as mulheres que já eram pacientes da Rede antes do problema com coronavírus”, explica.

O atendimento é de segunda a sexta-feira sempre das 13h30 às 17h30 e Tayana esclarece que apesar da suspensão das coletas de preventivo no container as mulheres não podem deixar a saúde de lado e devem procurar as Unidades Básicas de Saúde do município. “Enquanto estivermos nesse período de pandemia, as mulheres não devem deixar de fazer os seus exames preventivos e podem procurar os postos de saúde porque o câncer continua atingindo as pessoas e a prevenção também precisa continuar”, ressalta.

Dificuldade para conseguir recursos
Por causa da pandemia a Rede Feminina não poderá realizar eventos tradicionais que organiza para arrecadar recursos para manutenção da entidade. Por isso em 2020 o foco é movimentar as vendas no brechó e também foi lançada uma Contribuição Espontânea para que a comunidade possa ajudar. “O sorteio seria em maio, mas como foi justamente na pandemia, transferimos para o dia 6 de outubro porque parou tudo e nossas voluntárias não tinham como pedir a contribuição. Essa será uma das únicas fontes de arrecadação, pois a gente realizava vários eventos que agora estão cancelados, então pedimos que a população colabore para que possamos dar continuidade aos trabalhos ”, completa.

Outra forma de ajudar é adquirindo uma camiseta do Outubro Rosa que estará a venda nos próximos meses. A campanha já está sendo planejada com antecedência e deve ser divulgada em breve. “Nossa intenção é que as camisetas já estejam à disposição para venda a partir de setembro”, conclui.