Alto Vale
Foto: Vitória Cristina Amancio

Cláudia Pletsch/DAV

Em meio a pandemia e a queda nas vendas do comércio, o setor que trabalha com livros pode ser atingido por uma nova onda de impostos que preocupa os comerciantes. Além disso, escritores de todo o país também se preocupam com os rumos que a reforma está dando para os impostos cobrados sobre livros no Brasil.  É que no último mês o Governo Federal apresentou ao congresso a proposta da nova reforma tributária, essa nova contribuição pretende unificar o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), e criar uma nova forma de arrecadação chamada de Contribuição Social sobre Operações de Bens e Serviços (CBS). Com essa reforma, o mercado de livros que era isento de impostos de PIS e Cofins pela constituição, passam a ser taxados em 12%.

História com os livros

Vitória Cristina Amancio é uma jovem itopuranguense de 19 anos que publicou seu primeiro livro no ano passado, “Olhos de Jade” então se tornou uma trilogia com mais dois livros que ainda devem ser publicados. Vitória conta que sempre foi apaixonada pela leitura, e levou cerca de seis anos para escrever a história que foi publicada no ano passado. “Eu sempre fui apaixonada pelos livros, e em um momento de férias, que eu estava sem nada para ler pensei em escrever a minha própria história. O lançamento foi na escola que eu me formei e os alunos de lá ficaram muito felizes. Quase toda a semana eu vendo um livro para a Bahia, para Minas Gerais, então estou bem feliz que vai para todo o Brasil”, comenta.

Vitória ainda conta que a partir da sua história com os livros, e agora como escritora, tem grande preocupação com relação a reforma tributária. “Realmente é um absurdo, a gente está em meio a uma pandemia, muitas crianças nem tem acesso a livros, muitos estudantes não tem nem acesso a internet para tentar ler um livro. Realmente não sei como a gente chegou nesse ponto”, finaliza.

Comerciantes também falam

A reforma também preocupa os comerciantes do setor que investem em lojas físicas para atender aos clientes que preferem comprar pessoalmente nas livrarias e nos sebos espalhados por toda a cidade. Conforme conta Suiane Dias, que é vendedora de uma livraria do centro de Rio do Sul a preocupação é com o valor final do livro. “Nós estamos muito preocupados, com a reforma o valor do livro vai aumentar e os preços sempre passam por reajuste anual. Já está sendo difícil competir com as lojas on-line, e agora a gente está muito preocupado pois a gente não sabe quanto que vai ficar o valor final do livro. O livro é uma ferramenta cultural, e devia ser acessível a todo mundo”, comenta.

Alguns comerciantes ainda não tinham conhecimento sobre a reforma, e se mostraram surpresos ao saber da notícia. Na última teça (11), internautas levantaram a hashtag ‘defendaolivro’ que ficou entre os assuntos mais comentados no twitter.