Alto Vale

Rafaela Correa/DAV

O Alto Vale do Itajaí registrou em dois meses o menor número de casos ativos, comparado ao mês de julho. Segundo tabela atualizada diariamente por representantes da região, de 248 casos ativos, até o fechamento desta edição nesta quinta-feira (23) o número baixou para 163 e três municípios não tem casos ativos. Embora os números de covid tenham tido uma diminuição na região, a Associação dos municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi) alerta para a manutenção dos cuidados para evitar uma possível segunda onda.
O presidente da Amavi, Joel Longen avalia essa baixa de forma positiva e diz que essa é uma notícia animadora. “A gente vê essa baixa nos casos com bons olhos e ressaltamos o esforço e trabalho da Saúde com a organização, divulgação, atendimentos, o trabalho feito pelos prefeitos e secretários de Saúde. Nós já tivemos 45 internados na região, então olha como isso baixou. É o resultado do trabalho que todos os municípios estão fazendo”, afirma.
Os números em queda podem representar também um relaxamento em relação às medidas sanitárias de prevenção e essa possibilidade preocupa a associação. “A gente destaca também que ainda estamos no Risco Grave e precisamos continuar intensificando os cuidados de prevenção para que o número diminua mais ainda. Estamos contentes com o avanço, mas ainda temos muito a fazer. Então vamos continuar com os cuidados, eu peço aos municípios, como presidente da Amavi que continuem fazendo ações, que orientem a população quanto ao uso de máscara, álcool gel, orientem para quem puder ficar em casa. São coisas básicas que podem evitar que os números subam novamente”, argumenta.
Em todo o mundo já foram observados exemplos de países com uma segunda onda de casos, e esse aumento pode ter vínculo com o cansaço do assunto e também com o relaxamento das medidas de prevenção. A Amavi w com a w do Alto Vale diz que é possível evitar, mas depende do incentivo a continuação dos cuidados de prevenção. “A gente incentiva a continuação dos cuidados de prevenção, a não fazer aglomerações, ficar em casa quando é possível, principalmente o grupo de risco, ninguém quer uma segunda onda. Eu entendo que seria catastrófico para a economia e principalmente para a saúde. Precisamos baixar ainda mais os números, seria ótimo pelo menos até que a gente tenha uma vacina”, comenta.

Levantamento de dados na região

Desde o início da pandemia, os números de casos confirmados, ativos, recuperados, óbitos, suspeitos, internados e outras informações são disponibilizadas em uma tabela atualizada diariamente por representantes dos municípios, são assessores de comunicação, secretários de saúde e membros do comitê. A tabela está disponível em: https://bit.ly/DadosAltoVale_Covid-19.
Questionado sobre esse levantamento de dados, o presidente da Amavi destaca a importância desses registros. “Nós temos que ter esse cuidado de levantamento de dados para conseguir visualizar a situação da região como um todo, com base nisso a gente consegue estabelecer ações mais ou menos restritivas. Nós entendemos com base na curva que vem baixando, que novas medidas podem ser administradas seguindo regras. Se continuarmos com os cuidados, a curva vai descer ainda mais e isso vai fazer com que a gente tenha margem para pensar em flexibilizações, mas isso vai depender do esforço de todos”, explica.
A Matriz de Risco Potencial atualizada nesta quinta-feira, pela Secretaria de Estado da Saúde, apontou pela primeira vez que Santa Catarina não conta com nenhuma região em estado Gravíssimo. Essa é a melhor condição do estado em relação ao risco de contaminação pelo novo coronavírus desde junho.
“Desde o início da pandemia, contamos com o apoio da população em adotar as medidas de prevenção preconizadas. Também ampliamos a os leitos de UTI em todas as regiões, garantindo atendimento aos catarinenses com agravamento da doença. Investimos, acima de tudo, na saúde da população e em preservar vidas, porém com medidas para manter o emprego e renda das famílias no estado”, ressalta o governador Carlos Moisés.
A única alteração desta semana no mapa aconteceu com a região Nordeste, que foi reclassificada do estado gravíssimo para grave. O Extremo Oeste é a única região classificada como Risco Alto (cor amarela) e as demais seguem na condição de Risco Grave (laranja).

Santa Catarina chegou a ter 12 regiões em Gravíssimo

“Isso não significa que a pandemia acabou, pelo contrário. Temos que continuar com as ações recomendadas e lembrando que questões como o distanciamento e o isolamento dos casos são fundamentais para que as regiões, que hoje estão em estado grave possam avançar nesse enfrentamento”, afirma o secretário da Saúde, André Motta Ribeiro.
A matriz de risco potencial das regiões foi atualizada durante a semana no site www.coronavirus.sc.gov.br e os dados foram divulgados preliminarmente aos municípios catarinenses. Mais uma vez, as dimensões relacionadas à taxa de isolamento social e de isolamento dos casos foram as que mais contribuíram para o cenário grave das regiões. Além disso, são avaliadas as dimensões de ampliação de leitos e de reorganização de fluxos assistenciais.
A portaria 658 permite o retorno gradual de diversas atividades apenas nas regiões com o risco alto e moderado.