Alto Vale
Foto: Franciel Imagens Aéreas/ Divulgação

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

A passarela de vidro em Chapadão do Lageado, um dos principais pontos turísticos do Alto Vale atualmente, deve virar alvo de uma disputa judicial. Isso porque a estrutura foi inaugurada duas vezes: uma em dezembro de 2020 pela administração anterior e novamente agora em agosto de 2021 pela atual administração.

A ex-prefeita Marli Goretti Kammers (MDB) afirma que em sua gestão ela conseguiu economizar cerca de R$ 200 mil para colocar o projeto em prática. “A passarela de vidro foi um projeto meu. Foi feita com recursos próprios, instalada e inaugurada por mim. Milhares de pessoas visitaram e até eu me surpreendi com a repercussão que ela teve, mas agora eles resolveram reinaugurar e ficou todo mundo sem entender”, disse.

Ela garante que em sua gestão a passarela foi inaugurada quando já estava pronta, faltando apenas a parte de ajardinamento que não havia sido concluída. “Talvez até colocaram a grama que a floricultura não conseguiu pela pandemia, isso pelo que eu saiba. Mas mesmo que tivessem feito alguma coisa lá depois, ela já tinha sido inaugurada”, completa.

Marli afirma que a retirada da placa com seu nome e a reinauguração deve motivar uma ação que ela vai mover contra o atual prefeito. Segundo Marli ele também teria chegado a afirmar que a passarela não poderia ter sido inaugurada e que apresentava problemas. “Eu falei com o pessoal da empresa e estava tudo certo. O que tinha dado é um probleminha numa fuga do vidro, mas não tinha nenhum risco. Estavam procurando alguma coisa para dizer que estava perigoso. Com certeza é rixa política. Ele ficou muito indignado com a repercussão que teve a passarela e quis colocar a placa com o nome dele lá. Vou mover uma ação com certeza porque não é justo, ele que vá pedir esmola com o chapéu dele”.

Já o atual prefeito Abel da Silva (PP), garante que a passarela não estava pronta e que chegou a ficar interditada por cerca de dois meses. “Quando eu assumi a empresa que estava fazendo até mandou interditar para poder acabar. Não tinha iluminação, não tinha meio fio, nem os vidros estavam colados. Só tinha a passarela”, ressalta.

Abel completa dizendo que fez diversas melhorias no local e comenta ainda que no dia 31 de dezembro de 2020 a administração anterior assinou aditivo no valor de R$ 31 mil para a conclusão da estrutura, valor que segundo ele foi pago somente neste ano por sua gestão. “Além disso a gente também investiu em meio fio, pedra brita e outras melhorias”, conclui.