Alto Vale

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

A Associação Renal Vida atende cerca de 180 pacientes, mas nos últimos anos o espaço utilizado já não está sendo suficiente para tanta demanda. Por isso, agora a intenção é construir um novo prédio para possibilitar mais conforto aos que precisam realizar os procedimentos. Segundo informações repassadas pelo médico nefrologista Junior Kurz, a obra custaria aproximadamente R$5 milhões.

De acordo com o nefrologista, o terreno que deve abrigar a nova estrutura está sendo negociado com a prefeitura e com o Hospital Regional Alto Vale,  mas a instituição estuda a possibilidade da obra já para 2021. “Já faz alguns anos que a clínica tem a necessidade de aumentar o espaço físico para atender mais pacientes, e como no prédio não há mais espaço para aumentar salas, a gente está negociando com a prefeitura e com o Hospital Regional, a obtenção do terreno onde atualmente está a Policlínica Regional, o Verdão. A nossa ideia é que no ano que vem seja efetivada a doação para a nossa clínica em conjunto com o Hospital e num segundo momento a Policlínica seja deslocada para algum lugar. Esse local ainda seria objeto de estudo, e depois se constrói uma nova instalação. Na base ficaria a nossa clínica bem maior, atualizada, moderna, mas já abrigando fundamentos para instalação do Hospital também”, explica.

Para conseguir o valor, que ficaria em torno de R$ 5 milhões, a Associação já começou a guardar dinheiro. O médico conta que a instituição tem a ajuda de empresários e da comunidade. “A gente tem ajuda mensal do Call Center, que consiste em doações através das contas de telefone dos mais variados valores e temos também as doações do Cartão de Benefícios, Cartão Social Vida, que a pessoa paga uma mensalidade e tem descontos em consultas. Além disso, temos o repasse de um valor referente ao recolhimento do estacionamento da área azul, esses são fixos, mas a gente sempre faz rifas, confraternizações para arrecadar um pouco mais. Esse ano não fizemos por causa da pandemia”, conta.

O médico destaca que com a pandemia, a demanda por atendimentos de hemodiálise aumentou e os custos também. “Devido ao maior uso de material de proteção e aumento de diálise de pacientes graves em UTI, aumentaram significativamente nossos custos mensais, tanto que estamos pleiteando, conjuntamente com demais clínicas de hemodiálise do estado, um subsídio extra para o Governo de Santa Catarina”, revela.

Atendimentos na pandemia

Ao todo são atendidos cerca de 180 pacientes, sendo que 160 precisam de hemodiálise semanalmente e outros 20 pacientes fazem diálise peritoneal, uma vez ao mês. Dos 160, Junior afirma que alguns foram confirmados com covid-19 e que precisaram de internação. “Dos cerca de 160 pacientes renais crônicos em hemodiálise, 33 foram suspeitos de covid, 9 deles confirmaram infecção, sendo que destes, 7 precisaram internar”, afirma.

Ele conta ainda que os cuidados de prevenção foram redobrados em todos os níveis de atendimento e que todos os pacientes são orientados. “Pedimos para que os pacientes usem máscaras, pacientes que tem sintomas a gente pede para vir em carros separados, e chegando aqui são avaliados por médicos e pela equipe. Em caso de suspeita fazem os procedimentos isolados até confirmação do exame”, completa.