Alto Vale, polícia
Foto: Alan Garcia/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Depois de quase quatro anos a frente da instituição, o tenente- coronel Renato Abreu vai deixar o comando do 13º Batalhão de Polícia Militar de Rio do Sul nos próximos dias. Ele ingressa na reserva remunerada e quem passa a ocupar o cargo é o tenente-coronel Anderson Mello Maia, que atua hoje em Florianópolis.

Em tom de agradecimento Abreu ressaltou que o momento é de dois sentimentos. “De alegria e gratidão pelo dever cumprido e também de medo em relação ao futuro. Foi uma honra comandar esses homens e mulheres de todo o Alto Vale, mas a vida é feita de ciclos e o meu ciclo a frente do 13° Batalhão está encerrando”, afirmou.

Ele agradeceu a parceria dos militares, imprensa e prefeitos de toda a região. “Ninguém faz nada sozinho e todas as parcerias ao longo desses quatro anos foram muito importantes. O sentimento é de gratidão. Vir para a região foi um momento de uma descoberta e crescimento profissional e só tenho a gradecer a todos que me ajudaram. Tenho que agradecer especialmente a todos os policiais militares. Não canso de elogiá-los porque são profissionais de alto quilates. O tenente-coronel Mayer terá um grupo de excelência”, completou.

Na entrevista Abreu ainda falou do problema histórico da falta de efetivo e da sobrecarga de trabalho dos militares, especialmente agora nas ações de combate a covid em toda a região. “Foi um ano que a gente não esperava passar e para a segurança a pública também foi um ano muito difícil, com policiais militares sendo impactados pela doença como foi o meu caso, então além das atribuições já existentes, tivemos mais essa carga de atendimentos para fazer, e em alguns casos fomos incompreendidos”, avaliou.

Ele comentou que nas dezenas de fiscalizações diversos estabelecimentos foram autuados por desobedecer as regras de combate a pandemia, mas que acabaram voltando a cometer irregularidades, no entanto também cabe a população ajudar a manter o distanciamento ou o trabalho de órgãos como Polícia Militar, Civil, Bombeiros e Vigilância Sanitária acaba não surtindo o efeito esperado no controle da pandemia. “Alguns, geralmente na faixa etária da juventude que são os maiores frequentadores de bares e lanchonetes, desprezam o distanciamento e vão para esses estabelecimentos principalmente na quinta, sexta e sábado, fazer aglomeração. Então o comerciante tem sua culpa, tem, mas quem frequenta também tem a sua e cabe a nós a fiscalização, mas é sim um momento muito delicado”, opinou.

A passagem de comando deve ser realizada no dia 16 de dezembro, mas Abreu revela que tem a intenção de continuar morando no Alto Vale e estará à disposição do novo comandante para auxiliar no que for necessário.