Alto Vale
Foto: Luis Fernando Felipe Alves

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

As restrições impostas durante a pandemia são sempre comentadas pela população de formas diferentes. Há quem apoie e há quem discorde, o fato é que chegando as festas de fim de ano, a preocupação com aglomerações em reuniões aumenta, por isso, a Represa Perimbó, em Petrolândia, local que normalmente é frequentado por pessoas de toda a região para pesca e acampamento, voltou a ser fechada para acesso do público.

Segundo informações repassadas pela Polícia Militar de Petrolândia, a decisão visa impedir que muitas pessoas se encontrem no local, seja para acampar, pescar ou simplesmente visitar. De acordo com a Polícia, as fiscalizações ocorrem de forma periódica por lá e quem desrespeitar o fechamento poderá ser penalizado.

O comandante da Polícia Militar de Petrolândia, Wigand Staroscky, diz que com a nova Avaliação de Risco na região, no qual todo o Alto Vale está classificado pela cor vermelha, que representa risco Gravíssimo de contaminação pelo novo Coronavírus, a atitude foi de extrema importância e fala sobre fiscalização e histórico de festas. “Em um primeiro momento, se houver pessoas no local, elas serão orientadas a deixar o local, mas em caso de reincidência será lavrado o Boletim de Ocorrência (BO) por desobediência”, explica.

Em entrevista ao DAV, o prefeito do município, Joel Longen, disse que o fechamento da Represa Perimbó tem relação com o decreto estadual, que dispõe sobre a permanência em parques. “Ela fica fechada pelo aumento do número de casos covid e UTI’s cheias. Nós do município colocamos placas orientando que não é permitido acampar por lá, porque é parque e mesmo não sendo do município, o município é quem limpa e coordena”, justifica.
Acesso às pousadas locais.

Na localidade há pousadas. A reportagem procurou o proprietário de uma delas, e ele esclareceu que a medida de fechamento é válida apenas para a parte pública e não para os estabelecimentos, que inclusive foram liberados para atuar com 100% da capacidade, respeitando os protocolos sanitários de segurança, como uso de álcool em gel, máscara e distanciamento. “A parte pública da represa foi fechada, já havia sido fechada no início da pandemia e agora com esse aumento de casos na região, ela foi fechada novamente. Para nós que temos um estabelecimento e seguimos os decretos municipais e estaduais, e essa restrição do fechamento da represa não afeta de nenhuma maneira porque já temos o camping montado há quatro anos e já temos a clientela formada. Já estávamos há 20 dias com todos os espaços reservados, antes mesmo do fechamento. Só gera o transtorno, porque as pessoas ligam perguntando, pessoas que tinham reserva acham que o camping aqui também fechou, mas vamos trabalhar normalmente”, destaca Júlio Gilberto de Sousa.

Júlio fala ainda sobre uma nova liberação para o setor hoteleiro. Segundo ele, apesar da liberação para trabalhar com 100% da capacidade de ocupação, a pousada do qual é proprietário optou por continuar trabalhando com número menor de pessoas. “Os decretos estaduais vinham sendo até então com limite de ocupação de 30% para risco gravíssimo e a gente estava seguindo esse decreto, mas fiquei sabendo que o Governo do Estado emitiu um decreto que libera 100% da capacidade do setor hoteleiro, então, teoricamente em virtude disso estaríamos autorizados a trabalhar normalmente, mas nós já fizemos um vídeo e postamos nas redes sociais anunciando que não vamos trabalhar com 100% da capacidade, vamos trabalhar com público reduzido para que haja uma maior segurança em respeito ao público que fez a sua reserva”, finaliza.