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Foto: Arquivo/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Um encontro nesta semana reuniu quase todos os pré-candidatos a prefeito de Rio do Sul, que agora resolveram se unir e pretendem formar uma chapa contra o atual prefeito José Thomé (PSD). Após horas de diálogo eles definiram que farão uma pesquisa qualitativa para indicar os melhores nomes para concorrer nas eleições e depois elaborar um plano de governo de forma conjunta.

Ao que tudo indica, PL, PSL, PSDB, PP, MDB, Podemos , PDT e Republicanos já estão acertados para formar uma coligação e só o que falta é a definição da composição da chapa majoritária. É o que revela o ex-vereador e um dos articuladores do grupo, Roberto Schulze. “A ideia é fazer a junção desses partidos e através de uma pesquisa qualitativa, achar um perfil de administrador para Rio do Sul a partir do ano que vem”, afirma.
Participaram da reunião os pré-candidatos a prefeito, Jaime Pasqualini (Podemos), Dionísio Tonet (PSL), Giovani Nascimento (PP), Jean de Liz (PDT), e Garibaldi Ayroso (MDB) e qualquer um deles poderá encabeçar a chapa já que o PL, Republicanos e PSDB não apresentaram até o momento nenhum nome para majoritária.

“O objetivo de todas essas lideranças é fazer um direcionamento político para escolher qual o perfil que os munícipes querem, quais as exigências do eleitor, o que a população está esperando para a próxima administração, uma vez que todos foram unânimes e não concordaram com a forma de administrar do atual governo, uma forma muito escusa, não muito confiável, tendo em vista a prisão de secretários municipais, da presença do Gaeco periodicamente na nossa cidade e vários procedimentos inclusive criminais e ações de improbidade administrativa que todas essas pessoas não concordam que aconteça em nosso município”, afirma.

Questionado sobre como siglas que se apresentaram até então com propostas tão diferentes poderiam se unir e formar um único plano de governo ele garante que isso é sim possível. “Seria um plano comum para atender a expectativa de crescimento de Rio do Sul que sempre foi uma referência estadual, mas não é mais vista desse jeito. Todos esses pré-candidatos querem a volta do crescimento de uma forma honesta e correta. Sabemos que só temos uma vaga para prefeito e vice, então os nomes serão escolhidos em uma pesquisa com o próprio eleitorado”, completa.
Após a reunião, uma equipe com integrantes de cada partido foi montada e vai trabalhar em planos para uma possível administração conjunta do município nos próximos quatro anos.

Segundo Roberto, o Republicanos não enviou representante, mas também deve aderir ao projeto. Já sobre a pré-candidata do PT, Regina Garcia, ele diz que ela não convidada para o encontro.

“Conseguimos juntar várias lideranças e partidos que tem evidentemente algumas diferenças de pensamento na questão administrativa ou até política e até por quê não dizer ideológica, mas ficou definido que todos vão caminhar juntos num mesmo objetivo que é fazer um plano de governo que atenda nossa comunidade. Para isso todas essas pessoas se reuniram para achar uma fórmula para que essas ideias, que são diferentes, possam estar juntas no mesmo plano de governo ”, conclui.

Cidadania diz que discussão é para troca de cargos

O pré-candidato a prefeito pelo Cidadania, Clóvis Hoffmann, também foi convidado, mas descartou a participação no encontro e qualquer conversa sobre uma possível aliança. “Já temos nossa situação praticamente definida e deve sair uma coligação com o PRTB. Se a gente fosse, íamos desmoronar o discurso que estamos fazendo há dois anos. Preferimos nem discutir porque o que vai se discutir é troca de secretarias e esse tipo de coisa que a gente não quer fazer. É justamente isso que queremos combater e decidimos não participar e não sentar para tentar acordos nesse sentido”, afirmou.