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Foto: Arquivo/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Depois de quase cinco anos da suspensão do serviço, Rio do Sul deve voltar a ter coletas de sangue. As tratativas com o Hemocentro de Santa Catarina (Hemosc) estão sendo encabeçadas pela primeira dama, Sheila Nardelli e pelas vereadoras Sueli de Oliveira e Danielle Cristina Zanella.
As últimas coletas foram realizadas na cidade em 2016 e desde então quem tem o desejo de doar precisa se deslocar para cidades como Lages e Blumenau o que inviabiliza muitas doações. Outro problema é que na falta de sangue, o material precisa ser buscado às pressas de outros municípios que contém com um Hemocentro.

A vereadora Sueli de Oliveira, explica que uma primeira reunião com o diretor do Hemosc foi realizada de forma online e no encontro elas falaram da vontade de trazer novamente o banco de sangue para a capital do Alto Vale. “Em 2016 as coletas foram suspensas aqui por vários motivos e hoje o doador precisa ir até Blumenau ou Lages o que dificulta a doação”, disse.

A primeira dama, Sheila Nardelli comenta que nesse primeiro contato a diretoria se mostrou favorável ao retorno e nos próximos dias vai estudar formas de viabilizar o serviço com o auxílio do poder público. “Esse foi o primeiro contato manifestando o nosso interesse. Eles nos explicaram toda a questão de logística, que precisam vir com uma equipe e material então é uma estrutura bem complexa. Agora vamos aguardar um retorno deles para informar a estrutura que temos que ter e vamos avaliar se faremos na UPA, no Hospital Regional ou até em parceria com a Unidavi e o curso de Medicina”, ressalta.

A intenção é que as coletas sejam programadas e que a população seja avisada com antecedência sobre a data das doações. A princípio apenas pessoas com determinados tipos de sangue que são os mais utilizados poderão doar.

Sueli acrescenta que nesta terça-feira (8) o Hemosc fará uma reunião para discutir a proposta de Rio do Sul e depois disso o órgão vai estabelecer um cronograma. “Depois disso o Hemosc vai nos procurar e passar as orientações de como poderá ser feito. Mas o fato é que muitas pessoas nos procuram dizendo que gostariam de doar, mas não podem ir para outras cidades e se a doação voltar a ficar mais próxima será muito bom”, disse.

Sheila acrescenta ainda que a região tem potencial para receber as coletas. “Mesmo não sendo uma regional do Hemosc temos 28 municípios e mais de 300 mil habitantes. Não podemos depender do transporte pela BR-470 para salvar uma vida. Uma pessoa conhecida precisou de sangue para o filho e um motoboy teve que se deslocar até Blumenau”, completa Sheila.