Cidade
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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

O Instituto de Longevidade Mongeral Aegon divulgou a segunda edição do Índice de Desenvolvimento Urbano para a Longevidade (IDL), que tem como objetivo avaliar o preparo de 876 municípios brasileiros para a longevidade da população. De acordo com o estudo, Rio do Sul está em 31° lugar no ranking nacional de cidades pequenas, que é composto por municípios até 104 mil habitantes. De acordo com os resultados, que levam em consideração 50 indicadores, o município apresenta preparo satisfatório para a longevidade, mas apesar da posição, ainda existem desafios em muitas áreas que tiveram piora nos últimos anos.

O destaque positivo da cidade ficou por conta da variável Educação e trabalho. A capital do Alto Vale é a segunda cidade com maior número médio diário de aulas, entre as 596 cidades pequenas nesta edição do IDL. Além disso, o município está entre as 30 cidades de maior desenvolvimento em termos de emprego e renda, conforme avaliação da Firjan. Quando se trata de Cuidados de saúde, é uma das 25 cidades com maior oferta de médicos e uma das 30 cidades com maior oferta de profissionais de psicologia.

Apesar do resultado positivo em relação a Educação e trabalho, o levantamento apontou ainda que todas as outras áreas do munício tiveram piora nos resultados em relação a 2017 quando foi feito o último estudo. Na habitação o índice caiu de 55 para 26, na Saúde caiu de 77 para 50, no Bem Estar redução de 48 para 41, na Cultura e engajamento de 76 para 42, nas Finanças de 79 para 67, Indicadores gerais de 92 para 76 e no Ranking geral de 97 para 83.

O número de acidentes de trânsito envolvendo mortes em Rio do Sul foi apontado como um dos indicadores que merecem mais atenção de políticas específicas, tendo em vista que a cidade está entre as 100 com maior número de ocorrências desse tipo. Além disso, a cidade tem na variável Habitação uma agenda, em particular em torno da oferta de Instituições de Longa Permanência para Idosos.

“O papel do IDL é ser uma ferramenta prática que contribua diretamente para que os gestores públicos desenvolvam políticas que melhorem a qualidade de vida nas cidades. Da mesma forma, é um importante aliado para que a sociedade conheça de forma objetiva a realidade de seus municípios e, com isso, possa escolher melhor os seus próximos representantes, principalmente em um ano de eleição municipal”, explica Henrique Noya, diretor-Executivo do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.

Longevidade é equilíbrio

A médica geriatra, Elaine Cristina Neves, ressalta que longevidade é um conjunto de vários itens e que o equilíbrio entre eles é fundamental. “Hoje com os avanços da medicina e um melhor controle de doenças, acaba ajudando muito nessa questão da longevidade. Vemos que ela depende de um equilíbrio entre a saúde física e mental, o idoso precisa ser ativo fisicamente para amenizar muito da perda de massa muscular que acontece ao longo dos anos e também socialmente, sendo participativo na família, na comunidade e ter um objetivo de vida porque isso faz muita diferença, não apenas de trabalho, mas de um hobby, um serviço social ou alguma coisa para fazer”, comenta.

Elaine acredita que o principal desafio em relação à longevidade é o estímulo dos idosos como um todo. “Precisamos estimular a atividade física, as atividades mentais como os próprios grupos de idosos, as oficinas, porque a convivência também é importante, além é claro do acesso à saúde. Estamos num momento difícil de falar isso pois estamos em meio a pandemia e os idosos estão decaindo bastante por conta de não poder sair, encontrar as pessoas e se movimentar então esse é um grande desafio atualmente”, acrescenta.

O estudo completo pode ser acessado pelo site melhorescidades.org.