Cidade
Foto: Captura de tela

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Com o maior número de casos ativos desde o início da pandemia e um novo recorde de positivados, com 164 pessoas diagnosticadas com covid num único dia, Rio do Sul está entre as três cidades catarinenses que vão mediar um diálogo com o Governo do Estado para discutir e propor novas regras que podem ser impostas para o combate ao coronavírus. A capital do Alto Vale também terá uma nova rodada de testes em massa no próximo sábado (5).

“Esse pedido para que Rio do Sul assuma um certo protagonismo é sinal que estamos fazendo a coisa certa, que estamos trabalhando de forma liberal na questão do funcionamento das atividades econômicas”, opinou o prefeito José Thomé.

Nesta quarta-feira (2), em entrevista ao DAV ele também falou sobre a situação da covid-19 na cidade e reconheceu que a aglomeração tem sido uma realidade, o que segundo ele, motivou o fechamento de bares e outros estabelecimentos às 23h. “A falta de controle físico e até mental das pessoas quando estão em ambientes como bares ou similares, fazendo uso da bebida alcoólica, é uma realidade. Se perde um pouco o controle. Temos filmagens, temos denúncias feitas, então decidimos tomar essa atitude tendo em vista o comportamento das pessoas. Para não cercear o direito dos estabelecimentos funcionarem, venderem o pão de cada dia, garantirem o emprego tomamos essa decisão. Eu sou radicalmente contra o fechamento de qualquer atividade”, afirmou.

Ele ainda falou sobre a gestão dos recursos enviados exclusivamente para o combate a covid e declarou que os gestores precisam ter responsabilidade ao gastar os valores que nunca serão suficientes se a população não mantiver o distanciamento social. “Chega um momento que os recursos acabam sendo poucos e cabe ao município fazer a prevenção. Fazemos os encaminhamento necessários e possíveis. Já fui muito indagado de onde gastei o dinheiro do covid e quero dizer que temos dinheiro guardado. É preciso fazer bom uso, não se pode sair torrando todo o recurso porque ele pode ser necessário daqui a pouco”.

Como medidas para evitar a propagação do vírus e garantir atendimento aos infectados, ele cita repasse a hospitais como o Regional e Samária e Associação Renal Vida, além da compra de testes, álcool em gel e máscaras. “Agora compramos mais um lote com sete mil novos testes e a filosofia da administração tem sido testar ao máximo, mais que a média estadual e nacional, bem como o monitoramento do distanciamento das pessoas para que a gente consiga ter esse controle. Não existe receita pronta, mas temos buscado estudar até protocolos internacionais para avaliar e errar o mínimo possível”, completa.