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Na tarde desta terça-feira (15) foi inaugurado o programa Família Acolhedora em Rio do Sul. A iniciativa que consiste em adoção temporária pode durar até 18 meses. Em paralelo à adoção ocorre o desenrolar da situação judicial que envolve a família biológica. O serviço prevê o atendimento de crianças e adolescentes de zero a 18 anos incompletos que estão sob medida protetiva. A previsão de implantação do programa é em setembro.

A assistente social que integra a equipe técnica, Sandra Nascimento, explica que esta é uma forma de fazer a diferença na vida de uma criança ou adolescente e contribui para retirá-lo de uma situação crítica. “Enquanto isso é possível que a família de origem se reorganize e, conforme for, tenha a criança de volta ou ela possa ser encaminhada para adoção definitiva. Importante pontuar que antes da adoção, a família é preparada, selecionada e participa de atendimento psicossocial”.

O prefeito de Rio do Sul, José Thomé, argumenta que “o trabalho de acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social já ocorre em várias cidades e Rio do Sul também abraçou a causa. “Essa é uma maneira de ajudar crianças e adolescentes a ter um futuro melhor. Eu lembro que o programa é de duração temporária. Por isso eu enfatizo que quando do término da adoção não estaremos falando em dor da despedida, mas, sim, na alegria ao proporcionar uma nova perspectiva de vida”.

Ser único

A psicóloga do programa, Camila Sumariva, pondera que “é preciso pensarmos na criança como ser único, ou seja, para que possamos trabalhar a individualidade. Há equipes de referência em que são trabalhados temas como: apego e vínculo, por exemplo”.

O secretário da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Ricardo Pinheiro, explica que a implantação do serviço na Capital do Alto Vale é desafiadora. “E o sucesso será fruto de um trabalho multidisciplinar que irá envolver Conselho Tutelar, Poder Judiciário e instituições sociais”.

Para quem tem interesse em participar do programa é preciso pré-requisitos como ser maior de 21 anos, residir em Rio do Sul, não ter interesse em adoção. Tendo em vista que o serviço de Família Acolhedora é temporário, diferentemente da adoção que configura ação definitiva.