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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Segundo informações repassadas pela Guarda Municipal de Rio do Sul a cada 1h30 de fiscalização com o radar móvel nas principais vias da cidade, cerca de 30 motoristas são multados por excesso de velocidade. O número é considerado alto já que essa infração representa um risco para a segurança de pedestres e outros condutores.

O diretor da Guarda Municipal, Robson Ferreira, comenta que a fiscalização é esporádica nos locais onde existe autorização e a média de notificações é considerada elevada. “Isso por causa das condições da via e do limite de velocidade de acordo com a resolução nº 798 que é de 60 km/h. O radar só autua o veículo se ele passa a 68, o que já é uma velocidade realmente alta para a via”, disse.

Ele comenta que durante as fiscalizações alguns veículos já foram flagrados trafegando bem acima de 100Km/h. “É mais comum flagrar em torno de 90 Km/h para cima, mas alguns infelizmente já foram flagrados na Avenida Oscar Barcelos a 131Km/h, uma velocidade totalmente inaceitável. Hoje o condutor que recebe uma autuação não tem nem o que reclamar”.

Ferreira afirma ainda que a Guarda Municipal já recebeu vários pedidos de moradores para instalação de lombadas físicas em virtude do excesso de velocidade em vários pontos de Rio do Sul. “A nossa parte é mais fiscalizadora, mas já recebemos vários pedidos da população para que sejam instaladas lombadas. Elas são para evitar que o apressado continue andando acima do limite de velocidade, mas as pessoas que andam corretamente são penalizadas e pagam o preço pelos outros, então o radar é sim um instrumento fiscalizador para punir quem anda acima do limite permitido e será empregado”, ressaltou.

O diretor afirma que a fiscalização é sempre polêmica já que é mais fácil culpar o órgão fiscalizador do que o motorista que trafegava em alta velocidade. “Falam em indústria da multa, para isso tem que ter a matéria prima que no nosso caso são os infratores de trânsito que estão contra a lei. Então eles têm que ser punidos e essa teoria para a gente não cabe. Se a conscientização não resolve a pessoa tem que sentir no bolso”.

O valor arrecadado com as multas é revertido para manutenção das vias, melhorias de via, sinalização e compra de equipamentos para fiscalização de trânsito e os repasses não beneficiam diretamente a Guarda Municipal. “Existe um convênio que a Guarda nem faz parte e que estabelece essa divisão. Ele trata da Prefeitura, Polícia Civil e Polícia Militar”, conta Ferreira.

Estudo técnico para ampliar fiscalização

O diretor da Guarda Municipal de Rio do Sul revela que deve ser realizado um estudo técnico para avaliar a possibilidade de ampliar a fiscalização para ruas que antes da nova resolução tinham o monitoramento de velocidade, como é o caso da Rua Rui Barbosa, Dom Bosco, 7 de setembro, Estrada da Madeira e Estrada Blumenau. “Precisa-se fazer um estudo técnico novamente em muitas dessas vias para ver se dá para colocar o radar ou não, então hoje mantemos a fiscalização apenas em alguns pontos como a Alameda Aristiliano Ramos, Avenida Oscar Barcelos e também na Rua dos Vereadores que estão nos parâmetros que a legislação exige”, conclui.