Esporte
Foto: Ricardo Hames

O karateca rio-sulense, Edemilson Gutz dos Santos, que representa Rio do Sul nas diversas competições estaduais, regionais, nacionais e até internacionais, conseguiu realizar um sonho antigo e criou um instituto sem fins lucrativos. O objetivo do projeto é de passar todo o ensinamento do atleta no karatê, como a disciplina, respeito e trabalho em equipe às crianças carentes.

Edemilson diz que sempre quis realizar um trabalho social na cidade em que nasceu, mas a ideia até então, seria colocada em prática quando ele não fosse mais atleta.

“Eu sempre comentava com a minha esposa, que em algum dia, eu iria fazer um projeto social. Só não imaginava que esse projeto sairia do papel tão rápido e que o meu sonho, se tornaria real. O Instituto era algo que eu esperava fazer e me dedicar quando encerrasse a minha carreira como atleta, pois a partir daí daria o pontapé inicial. Mas não tem aquele ditado: Quando é para ser, as coisas acontecem naturalmente? Então, nesse meio tempo, conheci o Vladimir, que é o pai de um aluno meu e contei para ele a minha ideia. O Vladi, ficou encantado com o meu projeto, que logo em seguida, decidimos fazer uma reunião com os pais para apresentarmos a ideia, de ter um Instituto em Rio do Sul”, explicou.

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Vladimir André Rodrigues Gavin, gostou e apoiou tanto do projeto do karateca, que já recebeu o cargo de presidente do Instituto.

“Como eu costumo dizer ao Edemilson, a gente se apropriou da ideia dele, o projeto sempre foi dele, a única coisa que fizemos foi apoiá-lo. Como vou deixar um atleta de alto nível ir embora da nossa cidade? Levar todo o conhecimento e a técnica do karatê para fora? Nunca. Temos que ter orgulho de ter uma atleta do nível dele na nossa cidade. Sou muito bairrista, o que é nosso é nosso, ele é nascido e criado aqui e é a nossa bandeira lá no pódio que ele tem que erguer, e não outra”, completou.

O presidente ainda conta, que os dois realizaram na última semana, uma reunião com os pais dos alunos, para expor o projeto que o Edemilson queria trazer para as crianças carentes.

“Ficamos admirados com o número de pais que recebemos no meu escritório. A minha sala ficou pequena para os mais de 20 pais que estiveram presente. Todos ficaram empolgados com a ideia dele, foram bem participativos, deram outras ideias e também nos apoiaram nesse etapa. O nome escolhido para a associação, foi Instituto Edemilson Gutz dos Santos. Fizemos questão de manter o nome dele a frente do projeto, porque um dia, o Edemilson, eu, todos nós, um dia vamos embora, mas a sementinha que ele plantou aqui com o Instituto vai perpetuar e vai continuar mais vivo do que nunca”, ressaltou.

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O idealizador ainda ressalta que será um trabalho social em prol de crianças carentes, onde terá mais professores ensinando outras modalidades e não só o karatê.

“Tenho fé, que vai chegar um dia onde não darei mais conta e por isso, vamos ter mais profissionais, pois queremos dar outras aulas também desde a dança até o ciclismo. Adultos, jovens idosos e pessoas com deficiência física também podem e devem participar. Queremos que a comunidade entre nessa com a gente, seja ela com novas ideias, realização de eventos para arrecadar fundos para o Instituto, buscar parcerias com empresários, estratégias para que o empresário também tenha contrapartida, sendo transparente com o patrocinador, dar satisfação do que foi feito com o dinheiro e no que foi investido. Vou usar o que eu tenho de melhor em prol da sociedade. Se o mínimo de esforço coletivo já está fazendo resultado, imagina então daqui há alguns anos”, frisou.

Instituto Edemilson Gutz dos Santos

O projeto do karateca já está sendo executado há duas semanas no Parque do Farol, que fica atrás do parque Harry Hobus, em Rio do Sul. Mas segundo o presidente Vladimir, ainda precisam da legalidade do Instituto que deve demorar uns 30 dias.

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“Todo o processo é bem burocrático. A legalidade está tramitando, assim que sair da legalidade vamos homologar junto a Prefeitura e aos demais órgãos, para que enfim, saia do sonho do projeto para a realidade, e buscar o apoio da sociedade. Acredito que quando temos prazer em algo, queremos que tudo aconteça para ontem. Mas no nosso caso, temos que aguardar, pois ainda vai para o cartório, mas estamos no caminho certo. O pontapé como o Edemilson mesmo diz, já foi feito, agora é continuar na mesma direção”, contou.

Até o momento, o Instituto já recebe mais de 30 alunos, mas de acordo com o karateca, a ideia é que esse número só aumente.

“Isso ainda é só o começo, o céu é o nosso limite”, concluiu.

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Jéssica Sens