Cidade

A adoção é um ato de amor e nobreza. Quem decide tornar uma pessoa sem laços sanguíneos um filho legítimo, não só demonstra um senso de caridade mas também vive um processo de dedicação intenso. Muitas vezes, demora anos para que o sonho da adoção se realize, mas aqueles que não desistem dessa demorada gestação são recompensados com a alegria de se tornar mãe e pai.

Em Rio do Sul, pessoas envolvidas com o tema reativaram, no ano passado, o Grupo de Apoio à Adoção Anjos do Amor. No dia 25 de maio, quando é celebrado o Dia Nacional da Adoção, o grupo oferece uma palestra gratuita com Hália Pauliv. A escritora e palestrante é uma referência nacional no assunto e se descreve como uma “militante” da adoção. O evento tem início às 19h, no Auditório do Instituto Federal Catarinense (IFC), em Rio do Sul.

Hália é de Curitiba e, além de uma estudiosa do tema, é mãe e avó adotiva. O Grupo Anjos do Amor conseguiu trazê-la para a palestra com uma força-tarefa. O transporte foi custeado com recursos do Fundo de Infância e Adolescência (FIA), a diária do hotel foi cedida e a alimentação e os detalhes do evento conquistados por membros do grupo.

A palestra intitulada “Adoção: Exercício da Fertilidade Afetiva” é uma forma de esclarecer a adoção, que ainda é uma questão delicada ou complicada para algumas pessoas. “Estamos começando [os trabalhos do grupo] com essa ação, chamando essa senhora de Curitiba para apresentar o tema para a população. E não somente para quem quer adotar, mas para quem gosta do tema ou tem curiosidade sobre isso”, declarou a presidente do Grupo Anjos do Amor, Betina Janzen.

 

O grupo

O Grupo de Apoio à Adoção Anjos do Amor teve as atividades retomadas no ano passado. Com um encontro a cada dois meses, pessoas interessadas em adoção, futuros pais e pais adotivos dividem experiências e levantam temas de interesse do grupo. Os encontros acontecem no Colégio Sinodal Ruy Barboza. “A gente até agradece muito ao Colégio Sinodal Ruy Barboza por esse apoio de estar liberando esse espaço para nós”, ressalta Betina.

Segundo a presidente, o Anjos do Amor tem recebido o apoio também do Fórum de Rio do Sul, e a psicóloga que cuida da área de adoção na cidade tem participado dos encontros. Para Júnior dos Santos, que está na fila para adotar um filho, o grupo é um apoio no processo de adoção. “A espera é um grande entrave, a questão da burocracia vai abalando o psicológico. Até por isso que o grupo existe, para ir se ajudando e se preparando”, comentou.

Além da espera e da burocracia, Betina conta que no Brasil a prática da entrega de crianças para adoção ainda é vista com maus olhos. “A gente gostaria de tentar mudar isso, que a entrega de um filho é um ato legal e que talvez seja o maior ato de amor que essa mulher possa ter com essa criança; doar para quem queira realmente”. Na avaliação da presidente do grupo, em Rio do Sul a fila para adoção tem andado por uma dedicação do Juiz da Vara de Infância e Adolescência de acelerar o processo em prol das crianças e dos pais.

Atualmente, o grupo Anjos do Amor tem cerca de 20 pessoas por encontro, e cerca de 40 participantes no total. A presidente afirma que a população é bem-vinda para conhecer o projeto. “O grupo de apoio não é só para quem quer adotar, mas é para quem, de alguma forma, simpatiza com o tema ou está disposto a ajudar, tem alguém na família que foi adotado e assim por diante”, disse Betina. Eles planejam em breve ter um site do grupo e seguir organizando eventos sobre adoção.

Suellen Venturini


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